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Posts Tagged ‘Campanha politica na internet’

Un ciber-representante es un político que pertenece al nuevo milenio, independientemente de si se trata de un parlamentario nacional, regional o un concejal de un municipio rural, el ciber-representante considera al Internet como una herramienta comunicacional prioritaria y estratégica que le permite tener una comunicación amplia, satisfactoria y (lo más importante) BIDIRECCIONAL con aquellos a quienes representa. El ciber-representante entiende que comunicación política y buenos gobiernos son sinónimos y por ello concede el valor que merecen las nuevas herramientas, que potencian la comunicación personalizada y persuasiva.

  1. Use el Internet para comunicarse
    Bien en la esfera privada o en las comunicaciones masivas, la interacción es la más valiosa de las potencialidades del Internet, aprovechelas tanto para oir como para hacerse oir.
  2. Cree listas y use el Internet para diseminar su información
    Como parte de sus responsabilidades oficiales o como medio de comunicación para el trabajo de partido o en campaña, anime a sus allegados a suscribirse a sus listas de envio unidireccionales. Las páginas web tienen una capacidad limitada en este sentido porque la gente raramente visita las misma páginas una y otra vez. Las listas de envio son herramientas poderosas en las que usted puede distribuir su mensaje a costos mínimos.
  3. Sea respetuoso de las reglas elementales de convicencia en la Red (net-tiquette)
    No envie correo barura, que causa hastío y rechazo en el elector; envie sus mensajes electronicos personalmente, nunca envie largas listas de encabezados que incluyen montones de direcciones electrónicas e irrespetan la privacidad de sus representados. Procure hacer amigos por la Red, nunca enemigos.
  4. Promueva la democracia electrónica entre sus allegados y en sus áreas de influencia.
    Facilite la discusión virtual sobre asuntos de interés público, promueva cabildos abiertos virtuales de discusión sobre los temas de interés de su comunidad, promocione la idea de transparencia de la información a través de la Red. La democracia electrónica tiene grandes posibilidades de mantener la legitimidad y mejorar la democracia, aprovéchelas!!!
  5. Use al Internet para conectarse con colegas alrededor del mundo.
    El Internet es una valiosa forma de establecer relaciones internacionales entre colegas, con los que compartir experiencias e intercambiar ideas.
  6. Use el internet para acceder a la información.
    Hay exceso de información en internet, sólo con constancia y experticia logrará encontrar lo que realmente le interesa. Enviar preguntas a grupos de discusión centrados en los temas que le interesan es un buen comienzo.
  7. Use al Internet para acceder INTELIGENTEMENTE a la información
    Apóyese en herramientas de búsqueda como Google y en árboles de intereses como Yahoo!, aprenda cómo trabajan. Encuentre sitios con intereses similares al suyo haciendo búsquedas inversas, por ejemplo “link: www.datastrategia.com” le ayudará a encontrar en Google o Alta Vista las páginas que hacen links con la suya.
  8. Use al Internet para proveerse de información automática.
    Suscribase a las listas y boletines electrónicos de información, Politired u otros) a fin de mantenerse actualizado y siempre bien informado.
  9. Use al internet para investigaciones de inteligencia.
    Emplee el Internet para monitorear continuamente las novedades en los sitios que más le interesan o, incluso, para enterarse de primero de las novedades en los sitios de sus oponentes políticos. Pueden usarse herramientas como las que provee Spy On It para tener monitores automáticos de las novedades en sitios de particular interés.
  10. Promueva servicios integrados para sus colegas representantes políticos en su partido.
    Trate de brindar servicios uniformes con los de sus colegas, y que la organización que les agrupe provea recursos y servicios tecnológicos que faciliten el usos de las nuevas tecnologías.

Es usted un ciber-representante? Está dispuesto a serlo? En e-lecciones.net estamos deseosos de ayudarle a dar los primeros pasos…

Fonte: e-lecciones.net

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Por Rui Maciel, do IDG Now!
Publicada em 07 de julho de 2010 às 19h21
Atualizada em 07 de julho de 2010 às 19h25

O que você (não) pode fazer na hora de propagar as idéias do seu candidato na Web. O TSE promete ficar de olho!

As eleições de 2010 serão as primeiras no Brasil onde a Internet desempenhará um papel essencial para os candidatos. Isso porque, além dos partidos, milhares de simpatizantes se mobilizarão para ajudar a eleger seus postulantes aos cargos públicos, seja via blog, via Twitter, via e-mail ou qualquer outra ferramenta de longo alcance.

“A Internet no Brasil é usada muito mais para propaganda negativa de candidatos, do que para mobilizar os eleitores ao debate e ao trabalho de campanha”, afirmou Alexandre Atheniense, professor do curso de pós-graduação de Direito Eleitoral da Escola Superior de Advocacia da OAB-SP e especialista em Direito Eletrônico . “Nos EUA, isso já é muito mais evoluído, já que o ambiente fomenta uma relação entre o candidato e o eleitor, até mesmo na questão de doações, onde a campanha que elegeu Barack Obama fez com muita eficiência e arrecadou grandes quantias”.

A opinião é compartilhada por Leandro Bissoli, advogado especialista em Direito Digital e sócio do Patrícia Peck Pinheiro Advogados. “Nas eleições norte-americanas na Web, quem combatia as difamações era o próprio eleitor. E ele também funcionava como um cabo eleitoral eficiente, mobilizando jovens e arrecadando fundos”. 

E, ao contrário do que muitos pensam, a Internet não será uma terra de ninguém nas eleições brasileiras. Em outras palavras, calúnias, injúrias e difamações contra adversários políticos já estão sendo devidamente monitorados pelos militantes e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – que regulamentou o uso da Web em campanhas a partir do projeto de lei 5984/09, de dezembro de 2009 – está sendo ágil na hora de punir os infratores. “A percepção de que a Internet será um território de vale-tudo nessas eleições é equivocada”, disse Alexandre. “O TSE, deixou bem claro o que será e o que não será permitido nas campanhas e vai punir os excessos com rapidez”.

A seguir, confira os cuidados que você deve ter na hora de apoiar seu candidato nos principais canais de comunicação na Internet:

BlogsConhecidos como um dos principais meios do internauta manifestar sua liberdade de expressão, os blogs terão vigilância rígida durante a campanha eleitoral. A começar pela eliminação do anonimato. “O TSE foi bastante enfático na nova lei quanto ao anonimato, que está totalmente proibido. A entidade não quer passar a falsa impressão que privilegia essa tática”, declarou Atheniense. “Logo, quem pretende criar uma página do gênero para apoiar a candidatura deve se identificar e responderá por qualquer excesso que ocorra no site e seja denunciado”.

Segundo o especialista, tanto os textos postados pelo dono do blog quanto os comentários que são feitos na página têm o mesmo peso na consideração do teor ofensivo.  Em outras palavras, o blogueiro pode ser multado e até mesmo ter o seu site retirado do ar. “O dono do blog pode ser considerado um responsável solidário pelo conteúdo publicado na página, já que ele deveria exercer a moderação e não o fez”, explica Alexandre.

Além disso, todo e qualquer tipo de site, que não o do partido, está proibido de inserir qualquer tipo de propaganda política – como, por exemplo, banners – seja em grandes portais de notícias, seja em blogs de qualquer tamanho.  No entanto, textos de endosso emitidos pelos partidos poderão ser publicados.

Twitter e outras redes sociais

A lei que regulamenta o uso da Internet nas eleições considera que as regras válidas para os blogs são válidas também para outras ferramentas de comunicação como o Twitter e também redes sociais. Em suma, o criador dentro de uma comunidade dentro do Facebook ou Orkut será responsável pelos textos publicados naquele espaço e também em moderar os comentários emitidos.

E o Twitter também entra nessa dança: “Ao contrário do que muitos pensam, o Twitter também não será uma terra sem-lei nessas eleições”, disse Alexandre. “É difícil imaginar que um candidato (no caso sua equipe de Web) não esteja monitorando tudo o que é dito acerca do seu nome, até para poder reagir aos ataques que considerar como calúnias”.

E-mails

As eleições 2010 serão as primeiras no Brasil a contar com uma lei específica de combate ao spam. Isso porque ela diz que os partidos podem criar um e-mail marketing, desde que qualquer mensagem eletrônica permita ao destinatário requerer seu descadastramento. E isso tem de ser cumprido em até 48 horas do recebimento da solicitação, sob pena de multa de até 30 mil reais ao partido e ou candidato. Além disso, a venda de mailing aos partidos está proibida.

O direito de resposta   

Com regras claras para meios de comunicação como TV, rádio e impressos, surgiu a dúvida de como o TSE implementará o direito de resposta a um candidato que se sinta prejudicado nos meios virtuais. Segundo Leandro Bissoli,  ainda não há uma jurisprudência para esse tipo de caso na Internet. “No Twitter, por exemplo, se você foi ofendido em 140 caracteres, você poderá replicar em 140 caracteres? Acredito que o TSE deva se pautar pelo o que ele já faz em outros meios de comunicação”, afirmou ele. “Ou seja, os direitos de resposta poderão ser postados em blogs e comunidades e ficar visíveis em partes de destaque dos sites durante um determinado tempo”.

Boca de urna virtual

Essa será uma outra vantagem da Web na hora do candidato aferir suas chances nas eleições. Proibida em meios físicos até 48 horas antes das eleições, os políticos poderão monitorar suas chances sem qualquer tipo de restrição na Internet. “A vantagem é que ele poderá fazer isso antes, durante e depois das votações, o que lhe dá uma perspectiva geral das suas chances”, afirmou Bissoli. 

Provedores

Outro ponto que Alexandre destaca na participação da Internet nessas eleições é o papel dos provedores.  Para ele, os provedores também precisarão tomar cuidado, já que também podem ser acionados pelo TSE como responsáveis solidários. “Os provedores terão de ser mais ágeis e se preocupar mais em monitorar os blogs”, declarou o especialista. “Não acredito que eles farão um monitoramento prévio dessas páginas, mas eles terão de ser bem ágeis na hora de retirar algum conteúdo considerado ofensivo pelo TSE. O ideal seria a realização de uma campanha que esclareça melhor os riscos de tais excessos, mas não acredito que isso vá ocorrer”.

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Estive nestes dias estudando um pouco mais sobre as ferramentas que podem ser exploradas no Twitter e novas estrategias que podemos usar para interagir. Li alguns textos, mas nada se compara a este manual criado pela agência TALK. Bem simples e com informações importantes sobre o conceito e uso dele.

Vou deixar disponível aqui para vocês baixarem. Boa @leitura !!! (FAÇA O DOWNLOAD)

 

Jirrés Edmundo
vendas@solucaoredonda.com.br

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O Patricia Peck Pinheiro Advogados, referência nacional em Direito Digital, realiza no dia 14 de abril, das 8h30 às 18h, no Hotel Kubitschek Plaza, em Brasília, o I Encontro Nacional de Marketing Político Digital, que tem como objetivo principal discutir as principais modificações na legislação para a realização das campanhas políticas em 2010. O evento é voltado para profissionais de comunicação e marketing dos partidos políticos, profissionais do TSE e respectivos TREs, instituições públicas, candidatos e outras autoridades ligadas ao assunto.

Patricia Peck Pinheiro, fundadora do escritório e principal nome do Direito Eletrônico na atualidade, abordará durante palestra temas como reforma eleitoral, a questão dos links patrocinados, melhores práticas para arrecadação online, prova eletrônica, segurança da informação e debate com autoridades e especialistas. Peck diz que a internet é inevitável e que essa certeza aliada à grande quantidade de jovens eleitores no País deu força à aprovação do uso da internet nas campanhas eleitorais no Brasil em 2010. “A internet aumenta o acesso à informação para um público de eleitores que está cada vez mais conectado, como os jovens eleitores na faixa dos 16 anos. Isso será feito através das redes sociais, por email, através de um site, um blog, debates em chats ou vídeos postados no youtube, fotos e textos espalhados por toda a web”, explica a especialista.

Este foi o motivo do alvoroço em torno do Projeto de Lei Nº 5.498/2009, sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 30 de setembro de 2009, sob a Lei Nº 12.034/2009, que libera o uso da Internet para eleições sem as restrições vigentes no passado para TV e Rádio. “Não poderá haver, por exemplo, propaganda política paga na web, pela redação que ficou aprovada. É fundamental, também, manter a distinção do que é “ato de vontade” daquilo que é “propaganda eleitoral”. Além disso, é perfeitamente válido, legítimo e legal que o candidato disponibilize as informações sobre sua campanha na web de forma que o eleitor a encontre através de uma ferramenta de busca e navegação”, explica Peck.

Entre as modificações na legislação constam: o fim da exigência do uso exclusivo do domínio “.can.br”, porém, os candidatos têm que registrar seus sites oficiais no TSE, a permissão para realização de propaganda eleitoral gratuita em blogs, sites, comunidades e outros veículos de comunicação do próprio candidato, além de portais de notícias e, é assegurada a liberdade aos eleitores que quiserem fazer sites de apoio a políticos, desde que sejam adotadas as boas práticas para evitar situações de dano à imagem e reputação dos candidatos. O direito de resposta também está previsto em Lei e é uma boa forma de se manter isento em determinados casos. Os comentários postados em blogs, por exemplo, precisam ser monitorados e os que forem abusivos devem ser retirados do ar.

Peck conta que ainda não será possível usar a Internet para propaganda política paga, mas já houve avanços, inclusive na possibilidade de doação online, bem como fazer email marketing com a inclusão da opção opt-out. “O que se tem de grande aprendizado é que não se pode regulamentar a Internet usando analogias. Não há motivo para restrição da Web como ocorre com TV e Rádio, até porque não há 30 milhões de eleitores online na mesma página, e a comunicação não é interruptiva da navegação do usuário. Isso compromete a natureza deste meio, vocacionado pela liberdade de expressão. No entanto, deve-se coibir o anonimato, o que também foi previsto e aprovado no projeto. Mas será difícil evitar a boca de urna digital”, avalia a advogada, que acredita que a web oferecerá muito mais transparência às eleições e acirrará a disputa nos mouses e celulares de toda uma nova geração de cidadãos digitais. Além disso, defende que os estrategistas políticos precisarão criar peças específicas para internet, como foi feito na campanha do atual presidente norte-americano Barack Obama.

 

Eleições Digitais – Audiobook de autoria de Patricia Peck Pinheiro e Leandro Bissoli

Durante o I Encontro Nacional de Marketing Político Digital, Patricia Peck Pinheiro lança em parceria com Leandro Bissoli, seu sócio e vice-presidente do escritório Patricia Peck Pinheiro Advogados, o audiobook “Eleições Digitais”. Na obra, editada e distribuída pela Editora Saraiva, Peck e Bissoli comentam, sob o ponto de vista jurídico, os impactos da nova legislação eleitoral e levantam uma importante discussão a respeito de temas como alterações quanto ao uso da internet na campanha eleitoral, ofensas na web, propaganda na web, censura, doações online, entre outros temas. O audiobook de 80 minutos estará disponível em livrarias de todo o país (R$24,90). “Esperamos que estas eleições possam mostrar que somos usuários digitalmente corretos e sabemos extrair o melhor que este meio pode proporcionar”, afirmam os especialistas. O coquetel de lançamento da obra ocorrerá das 19h às 21h.

 

  

Serviço:

Evento: I Encontro Nacional de Marketing Político Digital

Data: 14 de abril

Horário: das 8h30 às 18h

Local: Hotel Kubitschek Plaza – (Setor Hoteleiro Norte – Quadra 2, Bloco E, Asa Norte)

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Foto: Reprodução / Twitter

Por Amauri Arrais Do G1, em São Paulo

Do celular, senador narrou viagem com Lula de trem no MS.
Tucano José Serra inaugura perfil e se surpreende com popularização.

Mania entre políticos e celebridades nos Estados Unidos, o popular serviço de microblogs gratuitos Twitter começa a conquistar adeptos entre os políticos brasileiros. Em comum, eles usam a ferramenta – que permite mandar mensagens curtas, de até 140 caracteres, para telas de computador ou celulares – para divulgar ações do mandato ou fazer comentários pessoais.

Em sentido horário, os perfis do governador José Serra, do senador Delcídio Amaral, do deputado Ronaldo Caiado, e da agência de notícias da Câmara dos Deputados (Foto: Reprodução / Twitter)

É o caso do líder do Democratas na Câmara, deputado Ronaldo Caiado (GO). Dono de um blog onde publica artigos e eventualmente vídeos postados no Youtube, ele tem mantido bem atualizado o perfil criado no Twitter há cerca de um mês.

“É muito importante, principalmente para nós da oposição, para expor nossos argumentos. O Twitter é um resumo sucinto. Não detalha, mas pauta as matérias. E depois, as pessoas buscam mais detalhes no blog”, diz o deputado, que disse contar com a ajuda de assessores na atualização da página.

Adepto do programa há dois meses, o senador petista Delcídio Amaral não esconde a empolgação com o novo canal de comunicação.

“É uma forma muito mais direta de se comunicar com as pessoas. Abre um amplo espectro para a conversa sobre as atividades do dia-a-dia e até para falar de música, política, esportes. Sou um cara que gosta de compartilhar isso com as pessoas”, diz.

No início do mês, durante viagem inaugural do Trem do Pantanal, no Mato Grosso do Sul, o senador usou o próprio celular para contar o que acontecia no vagão das autoridades, fechado à imprensa, onde viajava o presidente Lula. As mensagens acabaram divulgadas em blogs e sites do estado que cobriam a visita do presidente.

O senador diz acreditar que a divulgação ajudou a turbinar o número de seguidores no seu perfil, que somavam 151 até a última sexta (22). “Notei que quando eu posto poucas vezes, as pessoas já reclamam”, diz.

Serra e presidência

Tema de vários perfis falsos no Twitter, o governador de São Paulo, José Serra, decidiu inaugurar sua própria página esta semana. De acordo com a assessoria de imprensa do Palácio dos Bandeirantes, a entrada no programa foi uma iniciativa do próprio governador, internauta assumido.

Com as ações do governo sendo divulgadas pelo Twitter próprio da assessoria, Serra adotou um tom mais pessoal na sua página. Assim, é possível saber, por exemplo, o que o tucano fazia na madrugada da última quarta (20).

“Madrugada de trabalho ao som dos Beatles. Lembrei a boa versão de “Across the Universe”, de Rufus Wainwright. Ouvi na peça Liz, dos Satyros”, publicou.

Serra também compartilhou com os internautas sua surpresa com a rápida popularização do perfil, que já tem quase 2,5 mil seguidores. “Surpreendente! Espalhou mais rápido do que eu pensava. Quis entrar com discrição, pra aprender”, escreveu na véspera.

Assim como o governador de São Paulo, a agência de notícias da Câmara dos Deputados também inaugurou nesta semana o seu canal de comunicação com os usuários do programa. Também já é possível seguir o que acontece nas assembleias legislativas de alguns estados, como a do Rio.

Não está descartado que a presidência da República, que anunciou em abril o lançamento de um blog ainda este ano, também tenha, no futuro, seu próprio perfil no programa.

Em fase de testes, o diário virtual da Presidência deve seguir os moldes da página da Casa Branca e a do presidente norte-americano Barack Obama durante a campanha.

Assim como o blog, o Twitter de Obama, com mais de 1,2 milhão de seguidores, foi uma das principais ferramentas de comunicação com os eleitores durante a corrida à Casa Branca.

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Thais Lobo

RIO – Mesmo com regras pouco claras, o uso da internet na campanha presidencial em 2010 promete se transformar em uma das principais estratégias para ganhar o eleitor. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), ambos possíveis pré-candidatos, lançaram seus perfis no microblog Twitter. A Câmara também já discute um pacote de medidas para regular a utilização da rede. ( Leia mais: Obama distribuiu sua marca pela internet e envolveu eleitores, diz publicitário )

Na entrevista a seguir, Juliano Borges, cientista político da Uerj com especialização em novas tecnologias e estratégias de campanha, mostra que a internet pode atrair mais colaboradores para as campanhas do próximo pleito. Ferramentas como Twitter, Orkut, YouTube, Flickr e blogs devem ser cada vez mais usadas para que eleitores caiam na rede dos candidatos.

O GLOBO: Que vantagem o uso da internet traz para uma campanha eleitoral?


JULIANO BORGES : Primeiro a possibilidade de aproximar de forma mais direta o eleitor. Uma coisa é ter o eleitor assistindo à propaganda de um candidato, outra é convencer o eleitor a abrir o site do candidato. Se você consegue isso, já vai ter metade do sucesso que se consegue em uma campanha tradicional. O primeiro passo é conquistar o eleitor e depois integrar esse internauta, que estava apenas curioso, à própria campanha e fazer dele um militante. É esse o ponto que está se esperando para o ano que vem ser mais utilizado. Tentar trazer as pessoas, apoiadores para as campanhas. Se isso for feito pode ser uma ação bem interessante, porque tem se visto um afastamento do eleitor do processo eleitoral.

O GLOBO: A campanha na internet do Obama nos EUA foi muito bem sucedida. Você acha que a campanha presidencial no Brasil vai seguir o mesmo caminho?

BORGES: O Obama soube lançar mão da internet como arma estratégica, porque em grande medida o estilo de campanha dele estava adequado à internet. Foi um casamento feliz das características da candidatura e do meio. No Brasil, você tem menos estímulo que nos Estados Unidos, porque lá não existe horário gratuito garantido para a exibição das candidaturas. Isso faz com que seja muito conveniente a internet, que tem um custo ínfimo. Na verdade, a internet acabou servindo como forma de angariar recursos para a campanha “oficial”.

O GLOBO: A grande novidade da internet esse ano foi o Twitter. Por outro lado, o Orkut continua sendo mais popular no país. Como você acha que eles serão usados na campanha?


BORGES: O Twitter tem como característica o dinamismo, o que se adapta muito bem às campanhas eleitorais. Por ter uma interface gráfica extremamente simples ele torna a força das atualizações muito maior. Essa característica ajuda a despertar a curiosidade do usuário. No Orkut as atualizações ficam dentro dos fóruns e, alguns, ainda têm a figura do moderador. Mas pelo custo muito barato das ferramentas não há por que uma candidatura não ter pelo menos um núcleo de sua equipe de campanha voltada para a internet. Os efeitos potenciais dessa mídia são muito maiores do que os investimentos necessários. Isso deve fazer com que todos os candidatos tenham pelo menos uma comunidade oficial no Orkut.

O GLOBO: Na sua opinião, qual deve ser a principal ferramenta da internet usada nas campanhas no Brasil?

BORGES: Os blogs, pela possibilidade de manifestação, são um atrativo interessante. Eles tiveram um crescimento de popularidade, e a participação nos fóruns de discussão tem muita afinidade com a dinâmica do processo eleitoral. Mesmo aquele eleitor que não tem a iniciativa de participar com as suas opiniões, tem um interesse de saber as opiniões dos demais. A internet também opera muito com a polêmica, por isso os blogs tendem a ter um papel importante.

O GLOBO: Num cenário com a ministra Dilma Rousseff e o governador José Serra na disputa presidencial, como fica o uso da internet na campanha?


BORGES: É difícil fazer algum tipo de previsão para o ano que vem porque o próprio quadro eleitoral está bem indefinido. Até aqui, com o crescimento da Dilma nas pesquisas, o quadro aponta para uma eleição bastante polarizada entre situação e oposição. A tendência é que, se houver a polarização, os candidatos utilizem todas as ferramentas disponíveis para a atração do eleitorado. E aí a internet se torna um diferencial. No caso do Serra, a campanha pode avaliar que a internet pode ser uma estratégia interessante justamente para quebrar o perfil conservador, para aproximar uma candidatura de um outro segmento mais jovem ou atingir o público de uma outra forma. Uma candidatura de governo, de situação tem menos motivos para lançar mão de estratégias de uso da internet. A própria máquina do governo permite que os candidatos tenham uma política de comunicação. O governo leva vantagem por já ter seu aparato, não só a mídia oficial, do governo, mas também o poder de barganha que as verbas publicitárias têm. Diante deste poder da máquina, a internet se torna mais atraente para a oposição.

O GLOBO: Existe a chance de as campanhas usarem a internet para o ataque a adversários?

BORGES: O ataque sempre teve espaço na internet, principalmente pela possibilidade de anonimato e envio de mensagens apócrifas em listas de discussão. Acho que os ataques vão continuar tendo a mesma dinâmica. Mas vai ser interessante olhar nas próximas eleições para as táticas construtivas, porque essa foi justamente a inovação que a campanha do Obama trouxe. Lançar mão da internet não só como uma ferramenta de ataque, mas justamente o oposto. Permitir, através da interatividade, uma característica da internet também, a oportunidade de atrair o receptor e não deixá-lo apenas num papel passivo, fazer com que ele participe com sua opinião ou até a participação efetiva na campanha, em um segundo passo.

O GLOBO: No Brasil, com boa parte da população excluída digitalmente, o que é preciso ser adaptado na campanha?

BORGES: De cara, esse é um fator que tira um pouco da força do meio pelo fato do público sujeito à mídia internet ser menor. Mas por outro lado, o usuário da internet tem um perfil muito próximo do que chamamos dos formadores de opinião, que atuam como eventuais replicadores da informação. Eles poderiam ter o papel de influenciar outros segmentos que não têm acesso à internet ou têm um uso muito restrito, em lan houses, bibliotecas, escolas, etc.

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