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Em painel concorrido, David Plouffe, chefe da campanha de Barack Obama, explica os conceitos do trabalho que envolveu cidadãos como voluntários e que ajudou a eleger o primeiro presidente negro dos EUA

Por Lena Castellón
25 de Junho de 2009 às 10:48

A DDB Worldwide pode comemorar a repercussão do painel que organizou no quinto dia do Festival de Cannes. Seu convidado foi David Plouffe, chefe da campanha presidencial de Barack Obama. Antes de ele surgir no palco, Bob Scarpelli, chairman e chief creative officer da rede, apresentou um vídeo com cenas de Obama entre as pessoas – algumas com lágrimas nos olhos – e trechos de discursos do então candidato. No final do filme, Obama nomeia para a multidão o responsável pela campanha: David Plouffe.

Foi sob o clima do vídeo que Plouffe adentrou ao palco, sendo fervorosamente aplaudido pelos delegados que lotaram o salão. Em seguida, ele fez sua apresentação intitulada “A arte do possível”, explicando, entre outros conceitos, como o digital teve um papel essencial naquilo que chamou de uma grande campanha presidencial. “Nós começamos praticamente com nada. Mas isso teve um lado benéfico, o do frescor”, afirmou.

De fato, até se iniciar esse trabalho pouco se conhecia do senador Barack Obama. Mas Plouffe sabia que havia potencial para torná-lo um candidato com fortes chances de chegar à Casa Branca. Ele lembrou que houve um momento em que se comparou Hillary Clinton com a IBM e Obama com a Apple. Isso na fase de pré-candidatura entre os Democratas.

O que veio daí para frente, todos sabemos. Mas alguns números exibidos na tela deram a exata noção da importância que a campanha acabou tomando. Foram 150 mil eventos, 13 milhões de e-mails coletados, 1 bilhão de e-mails enviados e US$ 750 milhões doados.

Para construir essa campanha vencedora, o norte do trabalho era fazer com que as pessoas se envolvessem. Um dos conceitos, portanto, era criar um verdadeiro engajamento com o público. Não se tratava de alguém se referir à campanha de Obama, e sim de falar da “nossa campanha”. Essa postura foi fundamental, por exemplo, quando surgiram ataques à figura de Obama, como as tentativas de associar seu nome ao terrorismo. Com as pessoas engajadas, elas tinham argumentos para rebater as acusações. “As pessoas tinham de se sentir como parte da campanha”, emendou.

O chefe da campanha disse ainda que as pessoas que aderiram à proposta de Obama tiveram peso fundamental no sucesso do trabalho. Eles queriam que as posições do candidato fossem apresentadas por esses cidadãos, os voluntários. Como ressaltou, faz diferença quando alguém recebe uma mensagem de uma pessoa que convive com você, como o vizinho ou o primo. Entre os voluntários havia muitos jovens. “Muitos deles eram pessoas que nunca antes tinha se interessado por política”. Ele elogiou a diversidade e a qualidade desses voluntários. “Isso se trata realmente de uma história de pessoas”, comentou.

Outro ponto que Plouffe destacou foi a ideia de estar em todos os lugares, da TV ao e-mail. Os comerciais para a comunicação de massa tinham de demonstrar veracidade. “Nada é mais importante do que autenticidade. Ele não podia ser escravo de um script”, comentou, ressaltando que Obama tem alta habilidade de se expressar. Além disso, o estrategista salientou que, fora as boas ideias, é preciso dar muita atenção à execução, que deve também ter alta qualidade.

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No meio de uma apresentação para publicitários, na manhã desta terça-feira (19/05), em São Paulo, Ben Self, o co-fundador da Blue State Digital, agência responsável pelo sucesso da campanha online de Barack Obama na corrida à Casa Branca, admite que, por mais que a estratégia de usar a internet como formar de arrecadar dinheiro e chamar atenção tenha atingido sucesso, a agência teve sorte de contar com um candidato tão inspirador.

“Sim, tivemos sorte”, admite ele. “Para recolher 500 milhões de dólares online, você também precisa de sorte”. Não é só o acaso ou o carisma de Obama, porém, que explicam a arrecadação (fragmentada por mais de 3,2 milhões de eleitores) citada por ele, maior fatia dos quase 750 milhões de dólares arrecadados pelo Partido Democrata para apoiar o então senador pelo Estado de Illinois.

A operação de guerra montada pela Blue State Digital apelou, em muitos momentos, para algo que Self classificou como “jogar na parede e ver se gruda” – testar novas ferramentas, iniciativas envolvendo o candidato ou mesmo diferentes interfaces para doação que, no final das contas, seriam abreviadas à que melhor se encaixaria no gosto dos eleitores. “Não existe fórmula mágica”, disse ele.

Algumas das conclusões atingidas no final da campanha soam surpreendentes, como o fato de Self considerar o e-mail a ferramenta mais importante na estratégia traçada pela Blue State Digital – mais relevante que a rede social My.Barack.Obama, os vídeos no YouTube e iniciativas como doações casadas entre eleitores ou a compra de termos considerados prejudiciais a Obama em links patrocinados (como “obama muslim”) para esclarecer os boatos no Fight The Smears.

Self ilustra a descoberta lembrando o dia de maior arrecadação da campanha de Obama. Aproveitando-se de um discurso da candidata republicana Sarah Palin criticando comunidades online, um e-mail para a base de mais de 68 milhões de eleitores foi disparado explorando as palavras da então governadora do Alasca. “As pessoas ficaram tão nervosas (com Palin) que doaram diversas vezes naquele dia”, conta. Por ocasiões como essas, o e-mail foi responsável por dois terços da verba arrecada online pela campanha.

A campanha, porém, não se abrevia a mensagens eletrônicas. De maneira didática, Self explicou alguns dos motivos do sucesso da ação no que diz respeito à mobilização de eleitores – quem quisesse ajudar poderia apelar para até cinco atividades na capa do site do candidato, de doações à mobilização de encontros regionais. Os contatos constantes em tom pessoal e até bem-humorados ajudaram a conquistar a confiança até mesmo de públicos teoricamente não muito afeitos a tecnologia – mulheres com idades entre 48 e 53 anos compunham o perfil mais ativo no My.Barack.Obama, por exemplo.

Após a palestra, Self admitiu contatos com políticos brasileiros interessados, sem citar nomes e garantindo que nenhum contrato foi fechado. Até que o Tribunal Superior Eleitoral mude as regras das campanhas eleitorais pela internet (entenda o que aconteceu nas eleições de 2008), os serviços de Ben Self serão exatamente o que se viu durante o evento em São Paulo: um relato da teoria.

Publicado por Guilherme Felitti, às 17h15
Fonte: http://idgnow.uol.com.br/

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