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Posts Tagged ‘Campanha na internet’

Talvez o melhor resumo de todas as ideias, cases, experiências e ensinamentos compartilhados pelos palestrantes dos nove painéis que integraram a programação do 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing, promovido pela George Washington University, seja uma frase pronunciada por Ben Self: “A tecnologia não deixará ninguém atraído por uma pessoa que não é interessante”.

Em um evento no qual, na entrada, eram distribuídos CDs divulgando um certo “projeto político digital 2.0”, não faltaram marqueteiros e representantes de partidos interessados em saber como repetir no Brasil a bem-sucedida estratégia da campanha democrata que resultou em mais de 3 milhões de doadores individuais e cerca de US$ 500 milhões arrecadados de forma online. Porém, o que se viu nas palestras ministradas por nomes como Peter Giangreco e Scott Goodstein, e ressaltadas por especialistas brasileiros como Cila Schulman e Ricardo Kotscho, é de que a internet é, essencialmente, mais um meio a ser utilizado para que pessoas sejam motivadas a se engajar em torno de uma causa.

Gráfico exibido por Ben Self durante sua apresentação.

Em um ano pré-eleitoral, foi inevitável discutir as consequências do uso das mídias sociais nas eleições de 2010. Ben Self, que durante a sua palestra exibiu o gráfico acima, do Google Trends, comparando as citações na Web aos pré-candidatos à Presidência José Serra e Dilma Rousseff, desconversou a respeito de seu provável envolvimento na campanha petista no ano que vem. Em uma conversa que tive com ele momentos após sua apresentação, Ben esquivou-se do questionamento que fiz sobre seu encontro com Ricardo Berzoini, presidente do PT, no mês passado, para uma possível contratação dos serviços da Blue State Digital. “São nossos clientes que devem falar sobre essas questões”, respondeu Self sobre os possíveis interessados no Brasil em suas consultorias.

De qualquer modo, como ressaltou Ivo Correa no painel sobre a internet como ferramenta de gestão pública, “tecnologia cria oportunidades, não decidirá eleições”. De nada adiantará usar os meios mais avançados à disposição se políticos não seguirem a lição essencial da campanha de Barack Obama: ouvir o que as pessoas têm a dizer e, a partir desses feedbacks que forem recebidos, incentivar a recepção e aproveitamento de ideias na construção de um projeto genuíno de mudança de atitudes.

Por fim, não posso deixar de citar uma frase cunhada pelo economista inglês Arnold Toynbee, mais atual e relevante do que nunca, em especial nestes tempos em que temos a internet como um dos principais meios de informação: “O maior castigo, para aqueles que não se interessam por política, é que serão governados pelos que se interessam.”

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obama

Este case é para apresentar a campanhade Obama nos festivais.Conta em detalhes as ferramentas e números da campanha, começando em 10 de fevereiro de 2007 até o dia da posse.

O foco do case é mostrar como as pessoas, colaborando de diversas maneiras possíveis, foram capazes de eleger um candidato pouco conhecido alguns meses antes. Mais do que isso, é uma campanha que redefiniu a história da política mundial. brainstorm9

Obama For America | Case Study

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email

No meio de uma apresentação para publicitários, na manhã desta terça-feira (19/05), em São Paulo, Ben Self, o co-fundador da Blue State Digital, agência responsável pelo sucesso da campanha online de Barack Obama na corrida à Casa Branca, admite que, por mais que a estratégia de usar a internet como formar de arrecadar dinheiro e chamar atenção tenha atingido sucesso, a agência teve sorte de contar com um candidato tão inspirador.

“Sim, tivemos sorte”, admite ele. “Para recolher 500 milhões de dólares online, você também precisa de sorte”. Não é só o acaso ou o carisma de Obama, porém, que explicam a arrecadação (fragmentada por mais de 3,2 milhões de eleitores) citada por ele, maior fatia dos quase 750 milhões de dólares arrecadados pelo Partido Democrata para apoiar o então senador pelo Estado de Illinois.

A operação de guerra montada pela Blue State Digital apelou, em muitos momentos, para algo que Self classificou como “jogar na parede e ver se gruda” – testar novas ferramentas, iniciativas envolvendo o candidato ou mesmo diferentes interfaces para doação que, no final das contas, seriam abreviadas à que melhor se encaixaria no gosto dos eleitores. “Não existe fórmula mágica”, disse ele.

Algumas das conclusões atingidas no final da campanha soam surpreendentes, como o fato de Self considerar o e-mail a ferramenta mais importante na estratégia traçada pela Blue State Digital – mais relevante que a rede social My.Barack.Obama, os vídeos no YouTube e iniciativas como doações casadas entre eleitores ou a compra de termos considerados prejudiciais a Obama em links patrocinados (como “obama muslim”) para esclarecer os boatos no Fight The Smears.

Self ilustra a descoberta lembrando o dia de maior arrecadação da campanha de Obama. Aproveitando-se de um discurso da candidata republicana Sarah Palin criticando comunidades online, um e-mail para a base de mais de 68 milhões de eleitores foi disparado explorando as palavras da então governadora do Alasca. “As pessoas ficaram tão nervosas (com Palin) que doaram diversas vezes naquele dia”, conta. Por ocasiões como essas, o e-mail foi responsável por dois terços da verba arrecada online pela campanha.

A campanha, porém, não se abrevia a mensagens eletrônicas. De maneira didática, Self explicou alguns dos motivos do sucesso da ação no que diz respeito à mobilização de eleitores – quem quisesse ajudar poderia apelar para até cinco atividades na capa do site do candidato, de doações à mobilização de encontros regionais. Os contatos constantes em tom pessoal e até bem-humorados ajudaram a conquistar a confiança até mesmo de públicos teoricamente não muito afeitos a tecnologia – mulheres com idades entre 48 e 53 anos compunham o perfil mais ativo no My.Barack.Obama, por exemplo.

Após a palestra, Self admitiu contatos com políticos brasileiros interessados, sem citar nomes e garantindo que nenhum contrato foi fechado. Até que o Tribunal Superior Eleitoral mude as regras das campanhas eleitorais pela internet (entenda o que aconteceu nas eleições de 2008), os serviços de Ben Self serão exatamente o que se viu durante o evento em São Paulo: um relato da teoria.

Publicado por Guilherme Felitti, às 17h15
Fonte: http://idgnow.uol.com.br/

Conheça o SoL-Políticos: Este sistema propões um controle dos seus contatos (eleitores); envio de e-mails; integração com site do politico/candidato, de modo a arquivar os dados cadastrados no site e disponibiliza-los para campanhas online. O único sistema que trabalha com conceito de buzz mkt. Clique aqui.

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A internet terá uma outra conotação nas próximas eleições para governador, deputado estadual e federal e senador. Blogs, sites, Twitter. Tudo deverá ser usado pelos marqueteiros.Tanto é assim que muitos pré-candidatos já procuram especialistas do ramo no mercado. Há até quem já tenha homepage pronta.

Era Obama

Preferida por nove entre 10 agências de marketing online no Brasil, a Blue State Digital – empresa norte-americana responsável pelo sucesso da campanha na Internet de Barack Obama nas últimas eleições – desembarca no Brasil no final deste mês para conversas com possíveis parceiros.A empresa já tem pelo menos dois encontros marcados com políticos paranaenses interessados no serviço.

Josianne Ritz com a colaboração dos editores do Jornal do Estado

http://www.bemparana.com.br/index.php?n=107971&t=campanha-na-internet-

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