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Posts Tagged ‘software para campanha política’

Por Rui Maciel, do IDG Now!
Publicada em 07 de julho de 2010 às 19h21
Atualizada em 07 de julho de 2010 às 19h25

O que você (não) pode fazer na hora de propagar as idéias do seu candidato na Web. O TSE promete ficar de olho!

As eleições de 2010 serão as primeiras no Brasil onde a Internet desempenhará um papel essencial para os candidatos. Isso porque, além dos partidos, milhares de simpatizantes se mobilizarão para ajudar a eleger seus postulantes aos cargos públicos, seja via blog, via Twitter, via e-mail ou qualquer outra ferramenta de longo alcance.

“A Internet no Brasil é usada muito mais para propaganda negativa de candidatos, do que para mobilizar os eleitores ao debate e ao trabalho de campanha”, afirmou Alexandre Atheniense, professor do curso de pós-graduação de Direito Eleitoral da Escola Superior de Advocacia da OAB-SP e especialista em Direito Eletrônico . “Nos EUA, isso já é muito mais evoluído, já que o ambiente fomenta uma relação entre o candidato e o eleitor, até mesmo na questão de doações, onde a campanha que elegeu Barack Obama fez com muita eficiência e arrecadou grandes quantias”.

A opinião é compartilhada por Leandro Bissoli, advogado especialista em Direito Digital e sócio do Patrícia Peck Pinheiro Advogados. “Nas eleições norte-americanas na Web, quem combatia as difamações era o próprio eleitor. E ele também funcionava como um cabo eleitoral eficiente, mobilizando jovens e arrecadando fundos”. 

E, ao contrário do que muitos pensam, a Internet não será uma terra de ninguém nas eleições brasileiras. Em outras palavras, calúnias, injúrias e difamações contra adversários políticos já estão sendo devidamente monitorados pelos militantes e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – que regulamentou o uso da Web em campanhas a partir do projeto de lei 5984/09, de dezembro de 2009 – está sendo ágil na hora de punir os infratores. “A percepção de que a Internet será um território de vale-tudo nessas eleições é equivocada”, disse Alexandre. “O TSE, deixou bem claro o que será e o que não será permitido nas campanhas e vai punir os excessos com rapidez”.

A seguir, confira os cuidados que você deve ter na hora de apoiar seu candidato nos principais canais de comunicação na Internet:

BlogsConhecidos como um dos principais meios do internauta manifestar sua liberdade de expressão, os blogs terão vigilância rígida durante a campanha eleitoral. A começar pela eliminação do anonimato. “O TSE foi bastante enfático na nova lei quanto ao anonimato, que está totalmente proibido. A entidade não quer passar a falsa impressão que privilegia essa tática”, declarou Atheniense. “Logo, quem pretende criar uma página do gênero para apoiar a candidatura deve se identificar e responderá por qualquer excesso que ocorra no site e seja denunciado”.

Segundo o especialista, tanto os textos postados pelo dono do blog quanto os comentários que são feitos na página têm o mesmo peso na consideração do teor ofensivo.  Em outras palavras, o blogueiro pode ser multado e até mesmo ter o seu site retirado do ar. “O dono do blog pode ser considerado um responsável solidário pelo conteúdo publicado na página, já que ele deveria exercer a moderação e não o fez”, explica Alexandre.

Além disso, todo e qualquer tipo de site, que não o do partido, está proibido de inserir qualquer tipo de propaganda política – como, por exemplo, banners – seja em grandes portais de notícias, seja em blogs de qualquer tamanho.  No entanto, textos de endosso emitidos pelos partidos poderão ser publicados.

Twitter e outras redes sociais

A lei que regulamenta o uso da Internet nas eleições considera que as regras válidas para os blogs são válidas também para outras ferramentas de comunicação como o Twitter e também redes sociais. Em suma, o criador dentro de uma comunidade dentro do Facebook ou Orkut será responsável pelos textos publicados naquele espaço e também em moderar os comentários emitidos.

E o Twitter também entra nessa dança: “Ao contrário do que muitos pensam, o Twitter também não será uma terra sem-lei nessas eleições”, disse Alexandre. “É difícil imaginar que um candidato (no caso sua equipe de Web) não esteja monitorando tudo o que é dito acerca do seu nome, até para poder reagir aos ataques que considerar como calúnias”.

E-mails

As eleições 2010 serão as primeiras no Brasil a contar com uma lei específica de combate ao spam. Isso porque ela diz que os partidos podem criar um e-mail marketing, desde que qualquer mensagem eletrônica permita ao destinatário requerer seu descadastramento. E isso tem de ser cumprido em até 48 horas do recebimento da solicitação, sob pena de multa de até 30 mil reais ao partido e ou candidato. Além disso, a venda de mailing aos partidos está proibida.

O direito de resposta   

Com regras claras para meios de comunicação como TV, rádio e impressos, surgiu a dúvida de como o TSE implementará o direito de resposta a um candidato que se sinta prejudicado nos meios virtuais. Segundo Leandro Bissoli,  ainda não há uma jurisprudência para esse tipo de caso na Internet. “No Twitter, por exemplo, se você foi ofendido em 140 caracteres, você poderá replicar em 140 caracteres? Acredito que o TSE deva se pautar pelo o que ele já faz em outros meios de comunicação”, afirmou ele. “Ou seja, os direitos de resposta poderão ser postados em blogs e comunidades e ficar visíveis em partes de destaque dos sites durante um determinado tempo”.

Boca de urna virtual

Essa será uma outra vantagem da Web na hora do candidato aferir suas chances nas eleições. Proibida em meios físicos até 48 horas antes das eleições, os políticos poderão monitorar suas chances sem qualquer tipo de restrição na Internet. “A vantagem é que ele poderá fazer isso antes, durante e depois das votações, o que lhe dá uma perspectiva geral das suas chances”, afirmou Bissoli. 

Provedores

Outro ponto que Alexandre destaca na participação da Internet nessas eleições é o papel dos provedores.  Para ele, os provedores também precisarão tomar cuidado, já que também podem ser acionados pelo TSE como responsáveis solidários. “Os provedores terão de ser mais ágeis e se preocupar mais em monitorar os blogs”, declarou o especialista. “Não acredito que eles farão um monitoramento prévio dessas páginas, mas eles terão de ser bem ágeis na hora de retirar algum conteúdo considerado ofensivo pelo TSE. O ideal seria a realização de uma campanha que esclareça melhor os riscos de tais excessos, mas não acredito que isso vá ocorrer”.

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Foto: Reprodução / Twitter

Por Amauri Arrais Do G1, em São Paulo

Do celular, senador narrou viagem com Lula de trem no MS.
Tucano José Serra inaugura perfil e se surpreende com popularização.

Mania entre políticos e celebridades nos Estados Unidos, o popular serviço de microblogs gratuitos Twitter começa a conquistar adeptos entre os políticos brasileiros. Em comum, eles usam a ferramenta – que permite mandar mensagens curtas, de até 140 caracteres, para telas de computador ou celulares – para divulgar ações do mandato ou fazer comentários pessoais.

Em sentido horário, os perfis do governador José Serra, do senador Delcídio Amaral, do deputado Ronaldo Caiado, e da agência de notícias da Câmara dos Deputados (Foto: Reprodução / Twitter)

É o caso do líder do Democratas na Câmara, deputado Ronaldo Caiado (GO). Dono de um blog onde publica artigos e eventualmente vídeos postados no Youtube, ele tem mantido bem atualizado o perfil criado no Twitter há cerca de um mês.

“É muito importante, principalmente para nós da oposição, para expor nossos argumentos. O Twitter é um resumo sucinto. Não detalha, mas pauta as matérias. E depois, as pessoas buscam mais detalhes no blog”, diz o deputado, que disse contar com a ajuda de assessores na atualização da página.

Adepto do programa há dois meses, o senador petista Delcídio Amaral não esconde a empolgação com o novo canal de comunicação.

“É uma forma muito mais direta de se comunicar com as pessoas. Abre um amplo espectro para a conversa sobre as atividades do dia-a-dia e até para falar de música, política, esportes. Sou um cara que gosta de compartilhar isso com as pessoas”, diz.

No início do mês, durante viagem inaugural do Trem do Pantanal, no Mato Grosso do Sul, o senador usou o próprio celular para contar o que acontecia no vagão das autoridades, fechado à imprensa, onde viajava o presidente Lula. As mensagens acabaram divulgadas em blogs e sites do estado que cobriam a visita do presidente.

O senador diz acreditar que a divulgação ajudou a turbinar o número de seguidores no seu perfil, que somavam 151 até a última sexta (22). “Notei que quando eu posto poucas vezes, as pessoas já reclamam”, diz.

Serra e presidência

Tema de vários perfis falsos no Twitter, o governador de São Paulo, José Serra, decidiu inaugurar sua própria página esta semana. De acordo com a assessoria de imprensa do Palácio dos Bandeirantes, a entrada no programa foi uma iniciativa do próprio governador, internauta assumido.

Com as ações do governo sendo divulgadas pelo Twitter próprio da assessoria, Serra adotou um tom mais pessoal na sua página. Assim, é possível saber, por exemplo, o que o tucano fazia na madrugada da última quarta (20).

“Madrugada de trabalho ao som dos Beatles. Lembrei a boa versão de “Across the Universe”, de Rufus Wainwright. Ouvi na peça Liz, dos Satyros”, publicou.

Serra também compartilhou com os internautas sua surpresa com a rápida popularização do perfil, que já tem quase 2,5 mil seguidores. “Surpreendente! Espalhou mais rápido do que eu pensava. Quis entrar com discrição, pra aprender”, escreveu na véspera.

Assim como o governador de São Paulo, a agência de notícias da Câmara dos Deputados também inaugurou nesta semana o seu canal de comunicação com os usuários do programa. Também já é possível seguir o que acontece nas assembleias legislativas de alguns estados, como a do Rio.

Não está descartado que a presidência da República, que anunciou em abril o lançamento de um blog ainda este ano, também tenha, no futuro, seu próprio perfil no programa.

Em fase de testes, o diário virtual da Presidência deve seguir os moldes da página da Casa Branca e a do presidente norte-americano Barack Obama durante a campanha.

Assim como o blog, o Twitter de Obama, com mais de 1,2 milhão de seguidores, foi uma das principais ferramentas de comunicação com os eleitores durante a corrida à Casa Branca.

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Em painel concorrido, David Plouffe, chefe da campanha de Barack Obama, explica os conceitos do trabalho que envolveu cidadãos como voluntários e que ajudou a eleger o primeiro presidente negro dos EUA

Por Lena Castellón
25 de Junho de 2009 às 10:48

A DDB Worldwide pode comemorar a repercussão do painel que organizou no quinto dia do Festival de Cannes. Seu convidado foi David Plouffe, chefe da campanha presidencial de Barack Obama. Antes de ele surgir no palco, Bob Scarpelli, chairman e chief creative officer da rede, apresentou um vídeo com cenas de Obama entre as pessoas – algumas com lágrimas nos olhos – e trechos de discursos do então candidato. No final do filme, Obama nomeia para a multidão o responsável pela campanha: David Plouffe.

Foi sob o clima do vídeo que Plouffe adentrou ao palco, sendo fervorosamente aplaudido pelos delegados que lotaram o salão. Em seguida, ele fez sua apresentação intitulada “A arte do possível”, explicando, entre outros conceitos, como o digital teve um papel essencial naquilo que chamou de uma grande campanha presidencial. “Nós começamos praticamente com nada. Mas isso teve um lado benéfico, o do frescor”, afirmou.

De fato, até se iniciar esse trabalho pouco se conhecia do senador Barack Obama. Mas Plouffe sabia que havia potencial para torná-lo um candidato com fortes chances de chegar à Casa Branca. Ele lembrou que houve um momento em que se comparou Hillary Clinton com a IBM e Obama com a Apple. Isso na fase de pré-candidatura entre os Democratas.

O que veio daí para frente, todos sabemos. Mas alguns números exibidos na tela deram a exata noção da importância que a campanha acabou tomando. Foram 150 mil eventos, 13 milhões de e-mails coletados, 1 bilhão de e-mails enviados e US$ 750 milhões doados.

Para construir essa campanha vencedora, o norte do trabalho era fazer com que as pessoas se envolvessem. Um dos conceitos, portanto, era criar um verdadeiro engajamento com o público. Não se tratava de alguém se referir à campanha de Obama, e sim de falar da “nossa campanha”. Essa postura foi fundamental, por exemplo, quando surgiram ataques à figura de Obama, como as tentativas de associar seu nome ao terrorismo. Com as pessoas engajadas, elas tinham argumentos para rebater as acusações. “As pessoas tinham de se sentir como parte da campanha”, emendou.

O chefe da campanha disse ainda que as pessoas que aderiram à proposta de Obama tiveram peso fundamental no sucesso do trabalho. Eles queriam que as posições do candidato fossem apresentadas por esses cidadãos, os voluntários. Como ressaltou, faz diferença quando alguém recebe uma mensagem de uma pessoa que convive com você, como o vizinho ou o primo. Entre os voluntários havia muitos jovens. “Muitos deles eram pessoas que nunca antes tinha se interessado por política”. Ele elogiou a diversidade e a qualidade desses voluntários. “Isso se trata realmente de uma história de pessoas”, comentou.

Outro ponto que Plouffe destacou foi a ideia de estar em todos os lugares, da TV ao e-mail. Os comerciais para a comunicação de massa tinham de demonstrar veracidade. “Nada é mais importante do que autenticidade. Ele não podia ser escravo de um script”, comentou, ressaltando que Obama tem alta habilidade de se expressar. Além disso, o estrategista salientou que, fora as boas ideias, é preciso dar muita atenção à execução, que deve também ter alta qualidade.

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obama

Este case é para apresentar a campanhade Obama nos festivais.Conta em detalhes as ferramentas e números da campanha, começando em 10 de fevereiro de 2007 até o dia da posse.

O foco do case é mostrar como as pessoas, colaborando de diversas maneiras possíveis, foram capazes de eleger um candidato pouco conhecido alguns meses antes. Mais do que isso, é uma campanha que redefiniu a história da política mundial. brainstorm9

Obama For America | Case Study

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