Quero desenvolver em alguns posts “capítulos” deste blog um artigo que traga para o contexto do Marketing político as aplicações e vantagens do conceito de BUZZ MKT.
Sob o pensamento – “A importância do eleitor que acredita” – vou conduzir este assunto de modo a apresentar como o uso desta ferramenta é atual, é contemporânea e coerente com o novo modelo de relacionamento que o candidato deve ter com o eleitor.
No primeiro texto quero mostrar um pouco como a comunicação de massa perdeu força de persuasão e depois procurar passar qual é a verdadeira alma do BUZZ MKT. Vamos fazer a definição dos elementos que compõem este conceito:
O meio;
O contexto;
A fluidez;
Os agentes contaminadores;
O fator de fixação;
O vetor.
E depois identificamos algumas ações que fazem parte do desenvolvimento do BUZZ, são eles:
Ouvir constantemente o eleitor;
Divulgar os pensamentos, partilhar as idéias;
Estabelecer o buxixo;
Criar comunidades;
Condensar todo o conceito da campanha em um slogan, uma assinatura fácil de digerir;
Crie uma causa.
Bem, é isso pessoal. A aventura é longa, mas tenho certeza que será prazerosa. Fiquem agora com o primeiro texto desta série…
Depois da liberação do uso da internet em campanhas eleitorais e a corrida dos partidos para não ficarem para trás neste novo pensamento de comunicação. O primeiro passo foi dado pelo Partido dos Trabalhadores, com a inauguração de um novo portal com seções de rádio e TV.
Destaque para o Twitter. O site convida os visitantes a participarem de uma campanha com uma tag minhabandeira #. Os tweets com uma tag são apresentadas apenas no portal. E um link para o Orkut.
Parlamentares, jornalistas, advogados e estudantes universitários Participaram de evento nesta terça-feira
O Salão Nobre da Câmara dos Deputados abrigou nesta terça-feira (10) um evento de Lançamento Simultâneo de duas obras importantes na área política. “Eleições 2008. O Brasil eo Efeito Obama”, do jornalista e consultor em marketing político Gustavo Fleury apresenta análises sobre acontecimentos políticos e estratégias de campanha das eleições de 2008 no Brasil e nos Estados Unidos. Já o livro do sociólogo e consultor político Alberto Carlos Almeida, intitulado “Erros em Pesquisas Eleitorais e de Opinião” faz um estudo detalhado e aprofundado de vário erros não amostrais nas pesquisas. O autor compara os resultados das pesquisas de intenção contra o resultado real das eleições. Na próxima sexta-feira (13) Gustavo estará na cidade de Natal-RN Debatendo as estratégias de campanha de Barack Obama na Livraria Siciliano do Shopping Midway Mall – 19h.
Venda dos livros “Eleições 2008. O Brasil eo Efeito Obama” – Através do site www.gugafleury.com.br ou Diretamente com o autor (61) 9214.9754
“Erros em Pesquisas Eleitorais e de Opinião” – Já está nas livrarias principais e alguns exemplares se encontram na Câmara para compra – Thais (61) 3215.5935
Há 20 anos era realizada a primeira eleição presidencial do País pós-ditadura. Em 15 de novembro de 1989, as urnas do 1° turno indicaram que Fernando Collor de Mello e Luiz Inácio Lula da Silva disputariam a presidência em dezembro. A restrição da disputa a dois candidatos de perfis e ideologias tão distintas movimentou de forma única as esferas da sociedade. A comunicação, em todas as suas nuances, não ficou de fora do debate, nem imune às transformações.
Da mesma forma que os eleitores reaprendiam sobre os processos da democracia, os institutos de pesquisa quebravam a cabeça para construir amostragens com representatividade nacional, a imprensa exercitava práticas que contemplassem a imparcialidade e os marqueteiros experimentavam fórmulas de construção de imagens dos candidatos. O acontecimento, no entanto, era de tamanha importância histórica que, emocionalmente, era impossível não se manifestar de forma individual.
Em sua edição de 27 de novembro de 1989 (Ano XIII, n°385), o Meio&Mensagem publicou matéria sobre a preferência dos profissionais do mercado publicitário. Sob o título “O mercado se divide entre Collor e Lula”, a matéria – assinada por Regina Moldero – apontava uma variedade de opiniões e uma constatação unânime: era preciso incluir no mercado consumidor a grande massa de trabalhadores que não tinha acesso aos produtos que a propaganda anunciava. Qualquer semelhança com a atual ascensão das classes C e D na cadeia de consumo não é mera coincidência.
Para o então presidente da Lintas, Ivan Pinto, que dizia-se indeciso quanto ao seu voto, o programa de Collor era o que melhor traduzia a necessidade de modernização do País. “Diante da rapidez brutal que o avanço tecnológico atinge hoje no Primeiro Mundo, o Brasil não pode seguir contra o rumo da História. A proposta de Collor apoia a modernização liberal, enquanto a esquerda ainda acredita em mudanças ditadas há 70 anos, hoje refutadas na Europa Oriental. Não podemos fechar os olhos às experiências de Berlim e da Checoslováquia”, argumentou.
Presidente da Better Comunicação na época, Carlos Alberto Parente mostrava receio com o discurso do PT. “A tendência estatizante do PT assusta o empresariado e portanto reduz a atividade da propaganda num primeiro momento. O capital estrangeiro também sente receio das posições mais duras do PT, e o momento agora do Brasil é de se posicionar como país de riquezas e não como república das bananas”, criticou.
Mas foi Luís Grottera, superintendente da Grottera & Cia, quem melhor resumiu o dilema dos profissionais da área. “A candidatura do Collor é um lay-out bem finalizado de tudo o que aconteceu nos últimos 50 anos no Brasil, a repetição das grandes estruturas nordestinas coligadas ao que existe de pior na corrupção. Pessoalmente, se eu pensar no meu bolso, vou votar no Collor. E se pensar no meu coração, votarei no PT. Acredito que o empresário deva ter a visão de seu negócio daqui a dez anos, e não apenas visar suas minúsculas atuais vantagens”, arrematou.
Confira no YouTube alguns filmes que movimentaram a campanha presidencial de 1989.
Temos vivido nos tempos atuais um grande enfraquecimento dos veículos de comunicação de massa, aqueles que consideramos, em estrutura de transmissão, de um para todos. Isso porque houve uma considerável evolução dos recursos de comunicação e informática e houve também, como reflexo do avanço tecnológico, a mudança da cultura das pessoas em se comunicarem.
Hoje, boa parte das pessoas se sente incomodados com esse modelo “ditatorial”, onde eles precisam se manter passivos no processo de comunicação. Essa mudança de pensamento é fruto da penetração da Internet e com ela todo o conceito de liberdade e democracia de se expressar que ela propõe.
Neste cenário, surge como forte ferramenta de comunicação o BUZZ MKT. Ele é forte porque está de acordo com a idéia do mundo de hoje, onde as pessoas querem, elas mesmas serem protagonista de tudo. O BUZZ MKT é resultado do desejo do ser humano de influenciar e fazer parte da vida dos outros. Você já parou para observar o tanto de gente ao nosso redor que vive dando lições, conselhos. Olhe o tanto de blog, livro de auto-ajuda, formulas de sucesso que existe… todo mundo acreditando que o que eles falam é realmente o mais importante. Todo mundo vive no afã de ensinar, de sugerir, de opinar. É assim mesmo…. (olha eu fazendo a mesma coisa)
E no contexto político isso fica latente, porque campanha política está no campo da ideologia, do que as pessoas acreditam ou deixam de acreditar. E acontece no meio do povo, no bate-papo da esquina, na conversa dentro do ônibus, nos 15 minutos do café do serviço, … é ali que a coisa acontece. E aí, entra essa vontade nossa de falar, argumentar, de se envolver com a história de um candidato.
Sabe, o que deve ser espinha dorsal de uma campanha é a história que é contada…isso sim é importante. Nós somos comovidos por histórias, elas mexem com a gente. Lembram de Scherazade e as 1001 noites de narrativas?
Histórias fazem parte da nossa construção como sociedade e como seres culturais. As histórias carregam em si valores e percepções que nos ajudam fazer a leitura do mundo em nossa volta. Campanha boa é aquela que mostra uma boa historia do candidato, do partido e sabe difundir essa história com uso de publicidade e Buzz MKT.
Quando eu digo história, não estou querendo limitar-me ao período de participação política de um candidato. História é o que este cara tem pra nos dizer, o quê que ele já aprontou na vida dele, quais são suas idéias, seu ideais. Porque é isso que ajuda o eleitor a desenhar e projetar para o futuro a continuidade desta história. Quando isto tudo é verdadeiro e é contada com o brilho nos olhos, você terá um eleitor que acredita.
E é por isso que o BUZZ Mkt é tão eficiente. Porque se você precisa contar uma história (espalhar uma mensagem) e precisa atingir o máximo de pessoas possível e ainda fazer com que estas pessoas acreditem. Nada melhor do que o uso das técnicas de BUZZ.
O BUZZ Mkt é um modelo de comunicação que surge do povo, são pessoas falando para pessoas. Desta forma você consegue um crescimento exponencial de exposição da sua mensagem. E ainda aumenta significativamente a influência desta mensagem. Pois as mensagens (histórias) são contadas por pessoas que geralmente têm grande credibilidade junto ao interlocutor. Lembro-me agora da teoria empírico-experimental que faz parte da base teórica sobre comunicação. E ela apresenta isso como importante elemento de aceitação da mensagem.
O boca-a-boca sempre fez parte das campanhas, mas com o advento da Internet isso se amplificou. Na verdade eu diria que este pensamento de BUZZ atual, seria a evolução do boca-a-boca. Veja, antes éramos limitados por ver uma mensagem do candidato na tv e não poder interagir com ela. O máximo que podíamos fazer era discutir sobre isso no outro dia com alguns amigos. E isso já é muito importante. Mas agora, com a Internet e os recursos da tecnologia da informação, podemos ver um vídeo no YouTube e enviar com apenas um clique para todos os nossos contatos do Outlook. E ainda colocar nossas considerações, opinar sobre o que achamos, apoiar ou contestar. Ex. O vídeo que rolou no finalzinho da eleição da acirrada disputa pela prefeitura de BH, ele teve mais de 9.00.000 de exibições.
Se antes você tinha que se conter com uma notícia que viu no jornal da banca, agora você pode ver uma notícia, um comentário em um blog e opinar. Pode copiar aquele conteúdo e colocar em seu blog, pode enviar por e-mail. Este é o novo modelo de comunicação que se apresenta.
Por isso é tão importante conhecer esta nova estratégia. Vamos estudar ferramentas que possibilitam o uso deste conceito nas campanhas, mas vamos também aos poucos assimilando a alma deste novo modelo. Entendendo qual é a linguagem que ele propõe.
Tenho percebido muita gente falando sobre o fenômeno do uso da internet nas campanhas políticas. Que bom que isso está acontecendo, pois com a discussão deste tema, poderemos cada vez mais amadurecer nosso conhecimento sobre o assunto. No entanto, desde o inicio deste boxixo todo, não tenho visto muita evolução nas discussões, os argumentos são sempre os mesmos, os exemplos também… é sempre o mesmo blá, blá, blá,… Tem aqueles que são fãs do Obama e vão copiar tudo de sua campanha, com pouco senso de contextualização, e têm também os que levantam a bandeira em oposição ao ctrl + C e ctrl + V.
Bem, eu acho que os dois discursos são interessantes, talvez se equilibrarmos as duas vertentes temos um resultado legal. Mas gostaria de fugir um pouco desta discussão presente e destacar duas linhas de raciocínio que trago comigo e que têm me tomado algum tempo de ponderação:
A primeira evoca o pensamento de que a internet só é uma ferramenta, e o que diferencia mesmo a campanha do Obama ou as próximas campanhas que acontecerão nesta linha é a “PEGADA”. Isso mesmo, o que fez da campanha dele vencedora, foi a “PEGADA” que ele e sua equipe imprimiram em todo decorrer do pleito.
Quando ultrapassamos a superfície das ferramentas como a internet (numa visão tecnicista dela), e-mail, mídias sociais, sms, etc, etc, e tal… e atingimos o alma, a essência da coisa, encontramos o que realmente importa.
Porque entendendo esse espírito, você poderá fazer campanha sem internet, láaaa no interiorzão (onde a Veja ainda se chama “Oia só”) ou até mesmo daqui 50 anos, quando as ferramentas e as novidades forem outras, ainda sim você terá uma campanha vencedora.
Foi fantástico o modo com o qual foi tratada a campanha, com tamanha sinergia e abrangência. A compreensão de comunicação dos caras que conduziram a campanha é assustadora. Por isso, ela foi inovadora. O conhecimento das percepções humanas deu a eles o tom de inovação. Foi um show, mas não só porque usou bem a internet, ou o que há de mais atual em tecnologia da informação, não…. foi um show pelo conhecimento antropológico, por saber compreender o estágio atual da sociedade, pela filosofia que estruturou o pensamento da campanha e sobre tudo, pela sensibilidade daqueles que tinham a responsabilidade de tornar a campanha de Obama como um chiclete,… isso mesmo, chiclete. Simples, acessível e na boca de todo mundo.
A segunda linha de raciocínio que me toma, também valoriza a “pegada”, mas entendendo que o uso das ferramentas de internet e tecnologia foram cada vez mais ampliando os horizontes da equipe, validando e aumentando a dimensão da “PEGADA”. Deixa eu ver se consigo explicar melhor…. O que quero dizer é que o próprio uso das ferramentas tecnológicas (com a resposta da interação das pessoas) foi se construindo bases para uma visão mais profunda sobre o conceito da campanha, foi alargando e solidificando a linha do pensamento inicial.
Talvez esse segundo raciocínio seja mais coerente e sensato, porque ele não trata a Internet e todo aparato tecnológico como apenas a ponta do iceberg e sim como peças importantes na construção da filosofia de comunicação da campanha.
Esse pensamento esta relacionada com a máxima preconizada por Marx (se não me engano, foi ele o cara que desenvolveu esse pensamento). Que propõe esse dialogo entre a intervenção do homem no seu ambiente (desenvolvendo tecnologia) e a mudança que esta tecnologia, criada pelo próprio homem, promove na sociedade e nele mesmo.
Sendo assim, se alguns vão copiar ou não algumas ações, não importa muito. Afinal, mais cedo ou mais tarde elas seriam evidencia em alguma campanha. Obama só soube preencher o vácuo na hora certa. Mas o que importa mesmo é a “PEGADA”, se alguém partir com esse mesmo espírito, a possibilidade de sair vitorioso é bem maior.
Quero indicar o evento que promove o livro “Eleições 2008. Uma breve história” (Clube de Autores), do jornalista e assessor de imprensa Gustavo Fleury.
Convidados assistirão à palestra sobre a história do marketing político no país
Os principais fatos das eleições municipais de 2008 e as estratégias utilizadas pelos candidatos e seus partidos. Este é o tema central da obra intitulada “Eleições 2008. Uma breve história” (Clube de Autores), do jornalista e assessor de imprensa Gustavo Fleury. Apesar da pouca idade, 31 anos, Gustavo contabiliza vários anos de participação em campanhas políticas, tendo trabalhado para partidos como PT, PTC, PP, PV, DEM, PTB, entre outros. “Desde criança tenho algum envolvimento com eleições, partidos, política em geral. Na primeira eleição de Lula em 1989, já participava dos comícios, das discussões e da análise dos candidatos. Na época, aos 11 anos de idade, criei uma rádio em que comentava a performance dos eleitoráveis. Era tudo uma brincadeira que evoluiu para um a coisa mais séria, e que hoje representa meu trabalho” comenta Fleury.
O livro aborda fatos cotidianos das campanhas de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre. Alem de narrar acontecimentos políticos e fatos curiosos, Gustavo comenta as ferramentas utilizadas pelos candidatos, além da abordagem da imprensa e as novas tecnologias de comunicação. Também faz parte da obra as eleições norte-americanas e o fenômeno descrito pelo autor como “Obamania”.
De Prudente de Morais a Lula
Os participantes do evento assistirão a uma palestra sobre a história do Marketing Político no Brasil, ministrada pelo Prof. Dr. Adolpho Queiroz, Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo, onde atua como professor do programa de pós-graduação em comunicação e dirige o projeto de pesquisa "Eleições presidenciais no Brasil na ótica da propaganda política", sendo também o editor da revista "Comunicação e Sociedade", do Pós-Com UMESP. Ex-presidente da INTERCOM, Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação. Foi secretário de comunicação nas prefeituras de Piracicaba e Santa Bárbara d´ Oeste e assessor de comunicação no Congresso Nacional. Fez o seu mestrado em comunicação na Universidade de Brasília. É graduado em publicidade pela Universidade Metodista de Piracicaba.
O livro será vendido no dia ao valor de R$ 30,00. Os convites para o jantar e a palestra deverão ser adquiridos até o dia 20-09 com a organização do evento através do telefone (61) 9214.9754 ao valor de R$ 25,00.
Este Blog tem a finalidade de discutir assuntos sobre comunicação politica, mkt eleitoral e o uso da internet de modo a beneficiar a comunicação no processo da campanha eleitoral.