marketing-politico

Quero desenvolver em alguns posts “capítulos” deste blog um artigo que traga para o contexto do Marketing político as aplicações e vantagens do conceito de BUZZ MKT.

Sob o pensamento – “A importância do eleitor que acredita” – vou conduzir este assunto de modo a apresentar como o uso desta ferramenta é atual, é contemporânea e coerente com o novo modelo de relacionamento que o candidato deve ter com o eleitor.

No primeiro texto quero mostrar um pouco como a comunicação de massa perdeu força de persuasão e depois procurar passar qual é a verdadeira alma do BUZZ MKT. Vamos fazer a definição dos elementos que compõem este conceito:

O meio;
O contexto;
A fluidez;
Os agentes contaminadores;
O fator de fixação;
O vetor.

E depois identificamos algumas ações que fazem parte do desenvolvimento do BUZZ, são eles:

Ouvir constantemente o eleitor;
Divulgar os pensamentos, partilhar as idéias;
Estabelecer o buxixo;
Criar comunidades;
Condensar todo o conceito da campanha em um slogan, uma assinatura fácil de digerir;
Crie uma causa.

Bem, é isso pessoal.  A aventura é longa, mas tenho certeza que será prazerosa. Fiquem agora com o primeiro texto desta série…

[  Acesse aqui o 1° TEXTO ]

Jirrés Edmundo
SoL-Políticos

por Daniel D’Amelio em 05 de Janeiro de 2010 às 4:09 pm

Barack Obama está prestes a completar um ano de mandato. E a sua campanha à presidência dos EUA ainda repercute. Com eleições presidenciais no Brasil, neste ano, o assunto ainda continuará repercutindo. Para conhecer um pouco mais sobre a estratégia de marketing da campanha, baseada em ações que muito bem utilizaram a web,  assista, abaixo, o documentário: Obama Digital - produzido por Pedro Sorrentino, Rodrigo Vitulli, Julia Reina e Vinicius Viana. Nele, tem as presenças de: Ben Self (coordenador da campanha digital de Barack Obama e co-founder da agência Blue State digital), Pedro Dória (Editor chefe de conteúdos digitais do Jornal Estado de São Paulo), Antonio Graeff (CEO do Brancaleone e autor do livro “Eleições 2.0 a internet e as mídias sociais no processo eleitoral”), Eduardo Barella (Editor Internacional do Jornal O Estado de São Paulo), Rodrigo Teixeira (coordenador da campanha de Gilberto Kassab para a prefeitura de São Paulo), Mario Alcantara (coordenador da campanha vencedora de José Sócrates para primeiro Ministro Português), entre outras personalidades.

Revista elogia desempenho de Serra no governo de São Paulo A revista britânica The Economist traz na sua última edição, publicada nesta quinta-feira, um artigo em que diz que o governador de São Paulo, José Serra, precisainiciar já a sua campanha à Presidência da República para ter chances de vencer.

No texto, intitulado Serra espera, um pouco pacientemente demais, pela Presidência, a revista traça um perfil do governador, destacando que ele “é certamente um forte candidato a ocupar a vaga” de Luiz Inácio Lula da Silva.

“O líder na futura disputa presidencial no Brasil tem feito um bom trabalho governando o maior Estado do país. Mas para manter sua liderança, ele precisa começar a fazer campanha”, diz o artigo.

“Apesar de todas as boas histórias que tem para contar sobre seu período como governador, a forte liderança que ele manteve nas pesquisas por um ano recentemente diminuiu, à medida que o presidente Lula, ainda imensamente popular após sete anos no governo, tem feito campanha com vigor para sua candidata, Dilma Rousseff.”

A revista ressalta que Serra e Dilma têm semelhanças ideológicas, embora o governador “pareça mais inclinado a impulsionar reformas fundamentais necessárias para melhorar os serviços públicos e acelerar a economia”.

“Rousseff, embora seja uma administradora capaz, é ainda menos carismática que seu rival. Por isso, os números de Serra devem voltar a subir assim que ele inicie sua campanha.”

“Mas, o turbulento sistema multipartidário brasileiro, no qual candidatos precisam costurar delicadamente amplas coalizões, é duro para aqueles que perderam impulso. Serra precisa fazer comícios e começar a se promover agora, se não quiser ser lembrado como o melhor presidente que o Brasil nunca teve”, conclui o artigo.

Desde 1990, as companhias privadas enfrentavam restrições para financiar as campanhas eleitorais. Agora isso mudou.

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta quinta-feira, 21, pela autorização às empresas de financiarem livremente as campanhas eleitorais no país. A decisão vale também para sindicatos e uniões trabalhistas.

O controle é feito pela Comissão Eleitoral Federal, que obriga as empresas a informarem quando gastarem mais do que US$ 10 mil por ano com anúncios políticos.

Desde 1990 as companhias privadas enfrentavam barreiras na hora de financiar as campanhas dos candidatos, como a impossibilidade de usar dinheiro de seu próprio tesouro.

A Suprema Corte decidiu também que se uma propaganda eleitoral não for financiada pelo próprio candidato ou por seu partido, o nome do patrocinador deverá aparecer de forma clara.

O presidente do país Barack Obama bateu forte na Suprema Corte e disse que a decisão poderá causar uma grande enxurrada de dinheiro doado com segundas intenções. Ele sugeriu que empresas dos setores de petróleo, financeiro e seguros de saúde poderão se beneficiar em detrimento dos interesses dos cidadãos. Obama está buscando a aprovação de um novo sistema de saúde para o país, mas tem esbarrado no congresso.

Com informações da AP e AFP.

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Vocês precisam entender que o eleitor vai sempre valorizar quem trata bem os seus filhos. E tratar bem não é fazer promessa, é garantir a boa política pública”. O recado foi dado pela médica e criadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, à classe política, em entrevista concedida com exclusividade a A TARDE, em julho de 2008 – mês em que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completava 18 anos

Acesse aqui a entrevista

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Depois da liberação do uso da internet em campanhas eleitorais e a corrida dos partidos para não ficarem para trás neste novo pensamento de comunicação. O primeiro passo foi dado pelo Partido dos Trabalhadores, com a inauguração de um novo portal com seções de rádio e TV.

Destaque para o Twitter. O site convida os visitantes a participarem de uma campanha com uma tag minhabandeira #. Os tweets com uma tag são apresentadas apenas no portal. E um link para o Orkut.

Confira você mesmo…  http://www.pt.org.br/portalpt/

Parlamentares, jornalistas, advogados e estudantes universitários Participaram de evento nesta terça-feira

O Salão Nobre da Câmara dos Deputados abrigou nesta terça-feira (10) um evento de Lançamento Simultâneo de duas obras importantes na área política. “Eleições 2008. O Brasil eo Efeito Obama”, do jornalista e consultor em marketing político Gustavo Fleury apresenta análises sobre acontecimentos políticos e estratégias de campanha das eleições de 2008 no Brasil e nos Estados Unidos. Já o livro do sociólogo e consultor político Alberto Carlos Almeida, intitulado “Erros em Pesquisas Eleitorais e de Opinião” faz um estudo detalhado e aprofundado de vário erros não amostrais nas pesquisas. O autor compara os resultados das pesquisas de intenção contra o resultado real das eleições. Na próxima sexta-feira (13) Gustavo estará na cidade de Natal-RN Debatendo as estratégias de campanha de Barack Obama na Livraria Siciliano do Shopping Midway Mall – 19h.

Venda dos livros
“Eleições 2008. O Brasil eo Efeito Obama” – Através do site www.gugafleury.com.br ou Diretamente com o autor (61) 9214.9754
“Erros em Pesquisas Eleitorais e de Opinião” – Já está nas livrarias principais e alguns exemplares se encontram na Câmara para compra – Thais (61) 3215.5935

Por Jonas Furtado
13 de Novembro de 2009 às 14:49

Há 20 anos era realizada a primeira eleição presidencial do País pós-ditadura. Em 15 de novembro de 1989, as urnas do 1° turno indicaram que Fernando Collor de Mello e Luiz Inácio Lula da Silva disputariam a presidência em dezembro. A restrição da disputa a dois candidatos de perfis e ideologias tão distintas movimentou de forma única as esferas da sociedade. A comunicação, em todas as suas nuances, não ficou de fora do debate, nem imune às transformações.

Da mesma forma que os eleitores reaprendiam sobre os processos da democracia, os institutos de pesquisa quebravam a cabeça para construir amostragens com representatividade nacional, a imprensa exercitava práticas que contemplassem a imparcialidade e os marqueteiros experimentavam fórmulas de construção de imagens dos candidatos. O acontecimento, no entanto, era de tamanha importância histórica que, emocionalmente, era impossível não se manifestar de forma individual.

Em sua edição de 27 de novembro de 1989 (Ano XIII, n°385), o Meio&Mensagem publicou matéria sobre a preferência dos profissionais do mercado publicitário. Sob o título “O mercado se divide entre Collor e Lula”, a matéria – assinada por Regina Moldero – apontava uma variedade de opiniões e uma constatação unânime: era preciso incluir no mercado consumidor a grande massa de trabalhadores que não tinha acesso aos produtos que a propaganda anunciava. Qualquer semelhança com a atual ascensão das classes C e D na cadeia de consumo não é mera coincidência.

Para o então presidente da Lintas, Ivan Pinto, que dizia-se indeciso quanto ao seu voto, o programa de Collor era o que melhor traduzia a necessidade de modernização do País. “Diante da rapidez brutal que o avanço tecnológico atinge hoje no Primeiro Mundo, o Brasil não pode seguir contra o rumo da História. A proposta de Collor apoia a modernização liberal, enquanto a esquerda ainda acredita em mudanças ditadas há 70 anos, hoje refutadas na Europa Oriental. Não podemos fechar os olhos às experiências de Berlim e da Checoslováquia”, argumentou.

Presidente da Better Comunicação na época, Carlos Alberto Parente mostrava receio com o discurso do PT. “A tendência estatizante do PT assusta o empresariado e portanto reduz a atividade da propaganda num primeiro momento. O capital estrangeiro também sente receio das posições mais duras do PT, e o momento agora do Brasil é de se posicionar como país de riquezas e não como república das bananas”, criticou.

Mas foi Luís Grottera, superintendente da Grottera & Cia, quem melhor resumiu o dilema dos profissionais da área. “A candidatura do Collor é um lay-out bem finalizado de tudo o que aconteceu nos últimos 50 anos no Brasil, a repetição das grandes estruturas nordestinas coligadas ao que existe de pior na corrupção. Pessoalmente, se eu pensar no meu bolso, vou votar no Collor. E se pensar no meu coração, votarei no PT. Acredito que o empresário deva ter a visão de seu negócio daqui a dez anos, e não apenas visar suas minúsculas atuais vantagens”, arrematou.

Confira no YouTube alguns filmes que movimentaram a campanha presidencial de 1989.

Campanha de Collor: http://www.youtube.com/watch?v=T7BKRIAygnU
Campanha de Lula: http://www.youtube.com/watch?v=cYglP0k8Q0A
Campanha de Leonel Brizola: http://www.youtube.com/watch?v=N6iZzJ5-DXo
Campanha de Mário Covas: http://www.youtube.com/watch?v=I157vTS8zaY

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Temos vivido nos tempos atuais um grande enfraquecimento dos veículos de comunicação de massa, aqueles que consideramos, em estrutura de transmissão, de um para todos. Isso porque houve uma considerável evolução dos recursos de comunicação e informática e houve também, como reflexo do avanço tecnológico, a mudança da cultura das pessoas em se comunicarem.

Hoje, boa parte das pessoas se sente incomodados com esse modelo “ditatorial”, onde eles precisam se manter passivos no processo de comunicação. Essa mudança de pensamento é fruto da penetração da Internet e com ela todo o conceito de liberdade e democracia de se expressar que ela propõe.

 Neste cenário, surge como forte ferramenta de comunicação o BUZZ MKT. Ele é forte porque está de acordo com a idéia do mundo de hoje, onde as pessoas querem, elas mesmas serem protagonista de tudo. O BUZZ MKT é resultado do desejo do ser humano de influenciar e fazer parte da vida dos outros. Você já parou para observar o tanto de gente ao nosso redor que vive dando lições, conselhos. Olhe o tanto de blog, livro de auto-ajuda, formulas de sucesso que existe… todo mundo acreditando que o que eles falam é realmente o mais importante. Todo mundo vive no afã de ensinar, de sugerir, de opinar. É assim mesmo…. (olha eu fazendo a mesma coisa)

E no contexto político isso fica latente, porque campanha política está no campo da ideologia, do que as pessoas acreditam ou deixam de acreditar. E acontece no meio do povo, no bate-papo da esquina, na conversa dentro do ônibus, nos 15 minutos do café do serviço, … é ali que a coisa acontece.  E aí, entra essa vontade nossa de falar, argumentar, de se envolver com a história de um candidato.

Sabe, o que deve ser espinha dorsal de uma campanha é a história que é contada…isso sim é importante. Nós somos comovidos por histórias, elas mexem com a gente. Lembram de Scherazade e as 1001 noites de narrativas?

Histórias fazem parte da nossa construção como sociedade e como seres culturais. As histórias carregam em si valores e percepções que nos ajudam fazer a leitura do mundo em nossa volta. Campanha boa é aquela que mostra uma boa historia do candidato, do partido e sabe difundir essa história com uso de publicidade e Buzz MKT. 

Quando eu digo história, não estou querendo limitar-me ao período de participação política de um candidato. História é o que este cara tem pra nos dizer, o quê que ele já aprontou na vida dele, quais são suas idéias, seu ideais. Porque é isso que ajuda o eleitor a desenhar e projetar para o futuro a continuidade desta história. Quando isto tudo é verdadeiro e é contada com o brilho nos olhos, você terá um eleitor que acredita. 

E é por isso que o BUZZ Mkt é tão eficiente. Porque se você precisa contar uma história (espalhar uma mensagem) e precisa atingir o máximo de pessoas possível e ainda fazer com que estas pessoas acreditem. Nada melhor do que o uso das técnicas de BUZZ. 

O BUZZ Mkt é um modelo de comunicação que surge do povo, são pessoas falando para pessoas. Desta forma você consegue um crescimento exponencial de exposição da sua mensagem. E ainda aumenta significativamente a influência desta mensagem. Pois as mensagens (histórias) são contadas por pessoas que geralmente têm grande credibilidade junto ao interlocutor. Lembro-me agora da teoria empírico-experimental que faz parte da base teórica sobre comunicação. E ela apresenta isso como importante elemento de aceitação da mensagem.

O boca-a-boca sempre fez parte das campanhas, mas com o advento da Internet isso se amplificou. Na verdade eu diria que este pensamento de BUZZ atual, seria a evolução do boca-a-boca. Veja, antes éramos limitados por ver uma mensagem do candidato na tv e não poder interagir com ela. O máximo que podíamos fazer era discutir sobre isso no outro dia com alguns amigos. E isso já é muito importante. Mas agora, com a Internet e os recursos da tecnologia da informação, podemos ver um vídeo no YouTube e enviar com apenas um clique para todos os nossos contatos do Outlook. E ainda colocar nossas considerações, opinar sobre o que achamos, apoiar ou contestar.  Ex. O vídeo que rolou no finalzinho da eleição da acirrada disputa pela prefeitura de BH, ele teve mais de 9.00.000 de exibições.

 Se antes você tinha que se conter com uma notícia que viu no jornal da banca, agora você pode ver uma notícia, um comentário em um blog e opinar. Pode copiar aquele conteúdo e colocar em seu blog, pode enviar por e-mail. Este é o novo modelo de comunicação que se apresenta.

Por isso é tão importante conhecer esta nova estratégia. Vamos estudar ferramentas que possibilitam o uso deste conceito nas campanhas, mas vamos também aos poucos assimilando a alma deste novo modelo. Entendendo qual é a linguagem que ele propõe.

Bem, é isso pessoal. Espero que tenham gostado. Até o próximo post.  Envie este texto para um amigo>>

 Jirrés Edmundo
SoL-Político

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