marketing-politico01

Temos vivido nos tempos atuais um grande enfraquecimento dos veículos de comunicação de massa, aqueles que consideramos, em estrutura de transmissão, de um para todos. Isso porque houve uma considerável evolução dos recursos de comunicação e informática e houve também, como reflexo do avanço tecnológico, a mudança da cultura das pessoas em se comunicarem.

Hoje, boa parte das pessoas se sente incomodados com esse modelo “ditatorial”, onde eles precisam se manter passivos no processo de comunicação. Essa mudança de pensamento é fruto da penetração da Internet e com ela todo o conceito de liberdade e democracia de se expressar que ela propõe.

 Neste cenário, surge como forte ferramenta de comunicação o BUZZ MKT. Ele é forte porque está de acordo com a idéia do mundo de hoje, onde as pessoas querem, elas mesmas serem protagonista de tudo. O BUZZ MKT é resultado do desejo do ser humano de influenciar e fazer parte da vida dos outros. Você já parou para observar o tanto de gente ao nosso redor que vive dando lições, conselhos. Olhe o tanto de blog, livro de auto-ajuda, formulas de sucesso que existe… todo mundo acreditando que o que eles falam é realmente o mais importante. Todo mundo vive no afã de ensinar, de sugerir, de opinar. É assim mesmo…. (olha eu fazendo a mesma coisa)

E no contexto político isso fica latente, porque campanha política está no campo da ideologia, do que as pessoas acreditam ou deixam de acreditar. E acontece no meio do povo, no bate-papo da esquina, na conversa dentro do ônibus, nos 15 minutos do café do serviço, … é ali que a coisa acontece.  E aí, entra essa vontade nossa de falar, argumentar, de se envolver com a história de um candidato.

Sabe, o que deve ser espinha dorsal de uma campanha é a história que é contada…isso sim é importante. Nós somos comovidos por histórias, elas mexem com a gente. Lembram de Scherazade e as 1001 noites de narrativas?

Histórias fazem parte da nossa construção como sociedade e como seres culturais. As histórias carregam em si valores e percepções que nos ajudam fazer a leitura do mundo em nossa volta. Campanha boa é aquela que mostra uma boa historia do candidato, do partido e sabe difundir essa história com uso de publicidade e Buzz MKT. 

Quando eu digo história, não estou querendo limitar-me ao período de participação política de um candidato. História é o que este cara tem pra nos dizer, o quê que ele já aprontou na vida dele, quais são suas idéias, seu ideais. Porque é isso que ajuda o eleitor a desenhar e projetar para o futuro a continuidade desta história. Quando isto tudo é verdadeiro e é contada com o brilho nos olhos, você terá um eleitor que acredita. 

E é por isso que o BUZZ Mkt é tão eficiente. Porque se você precisa contar uma história (espalhar uma mensagem) e precisa atingir o máximo de pessoas possível e ainda fazer com que estas pessoas acreditem. Nada melhor do que o uso das técnicas de BUZZ. 

O BUZZ Mkt é um modelo de comunicação que surge do povo, são pessoas falando para pessoas. Desta forma você consegue um crescimento exponencial de exposição da sua mensagem. E ainda aumenta significativamente a influência desta mensagem. Pois as mensagens (histórias) são contadas por pessoas que geralmente têm grande credibilidade junto ao interlocutor. Lembro-me agora da teoria empírico-experimental que faz parte da base teórica sobre comunicação. E ela apresenta isso como importante elemento de aceitação da mensagem.

O boca-a-boca sempre fez parte das campanhas, mas com o advento da Internet isso se amplificou. Na verdade eu diria que este pensamento de BUZZ atual, seria a evolução do boca-a-boca. Veja, antes éramos limitados por ver uma mensagem do candidato na tv e não poder interagir com ela. O máximo que podíamos fazer era discutir sobre isso no outro dia com alguns amigos. E isso já é muito importante. Mas agora, com a Internet e os recursos da tecnologia da informação, podemos ver um vídeo no YouTube e enviar com apenas um clique para todos os nossos contatos do Outlook. E ainda colocar nossas considerações, opinar sobre o que achamos, apoiar ou contestar.  Ex. O vídeo que rolou no finalzinho da eleição da acirrada disputa pela prefeitura de BH, ele teve mais de 9.00.000 de exibições.

 Se antes você tinha que se conter com uma notícia que viu no jornal da banca, agora você pode ver uma notícia, um comentário em um blog e opinar. Pode copiar aquele conteúdo e colocar em seu blog, pode enviar por e-mail. Este é o novo modelo de comunicação que se apresenta.

Por isso é tão importante conhecer esta nova estratégia. Vamos estudar ferramentas que possibilitam o uso deste conceito nas campanhas, mas vamos também aos poucos assimilando a alma deste novo modelo. Entendendo qual é a linguagem que ele propõe.

Bem, é isso pessoal. Espero que tenham gostado. Até o próximo post.  Envie este texto para um amigo>>

 Jirrés Edmundo
SoL-Político

marketing-politico

Quero desenvolver em alguns posts “capítulos” deste blog um artigo que traga para o contexto do Marketing político as aplicações e vantagens do conceito de BUZZ MKT.

Sob o pensamento – “A importância do eleitor que acredita” – vou conduzir este assunto de modo a apresentar como o uso desta ferramenta é atual, é contemporânea e coerente com o novo modelo de relacionamento que o candidato deve ter com o eleitor.

 No primeiro texto quero mostrar um pouco como a comunicação de massa perdeu força de persuasão e depois procurar passar qual é a verdadeira alma do BUZZ MKT. Vamos fazer a definição dos elementos que compõem este conceito:

O meio;
O contexto;
A fluidez;
Os agentes contaminadores;
O fator de fixação;
O vetor. 

E depois identificamos algumas ações que fazem parte do desenvolvimento do BUZZ, são eles: 

Ouvir constantemente o eleitor;
Divulgar os pensamentos, partilhar as idéias;
Estabelecer o buxixo;
Criar comunidades;
Condensar todo o conceito da campanha em um slogan, uma assinatura fácil de digerir;
Crie uma causa. 

Bem, é isso pessoal.  A aventura é longa, mas tenho certeza que será prazerosa. Fiquem agora com o primeiro texto desta série…

Jirrés Edmundo
SoL-Políticos

FOTO_A~1

Tenho percebido muita gente falando sobre o fenômeno do uso da internet nas campanhas políticas. Que bom que isso está acontecendo, pois com a discussão deste tema, poderemos cada vez mais amadurecer nosso conhecimento sobre o assunto. No entanto, desde o inicio deste boxixo todo, não tenho visto muita evolução nas discussões, os argumentos são sempre os mesmos, os exemplos também… é sempre o mesmo blá, blá, blá,… Tem aqueles que são fãs do Obama e vão copiar tudo de sua campanha, com pouco senso de contextualização, e têm também os que levantam a bandeira em oposição ao ctrl + C e ctrl + V.

Bem, eu acho que os dois discursos são interessantes, talvez se equilibrarmos as duas vertentes temos um resultado legal. Mas gostaria de fugir um pouco desta discussão presente e destacar duas linhas de raciocínio que trago comigo e que têm me tomado algum tempo de ponderação:

    A primeira evoca o pensamento de que a internet só é uma ferramenta, e o que diferencia mesmo a campanha do Obama ou as próximas campanhas que acontecerão nesta linha é a “PEGADA”. Isso mesmo, o que fez da campanha dele vencedora, foi a “PEGADA” que ele e sua equipe imprimiram em todo decorrer do pleito.

Quando ultrapassamos a superfície das ferramentas como a  internet (numa visão tecnicista dela), e-mail, mídias sociais, sms, etc, etc, e tal… e atingimos o alma, a essência da coisa, encontramos  o que realmente importa.

 Porque entendendo esse espírito,  você poderá  fazer campanha sem internet, láaaa no interiorzão (onde a Veja ainda se chama “Oia só”) ou até mesmo daqui 50 anos, quando as ferramentas e as novidades forem outras, ainda sim você terá uma campanha vencedora.

Foi fantástico o modo com o qual foi tratada a campanha, com tamanha sinergia e abrangência. A compreensão de comunicação dos caras que conduziram a campanha é assustadora. Por isso, ela foi inovadora. O conhecimento das percepções humanas deu a eles o tom de inovação. Foi um show, mas não só porque usou bem a internet, ou o que há de mais atual em tecnologia da informação, não…. foi um show pelo conhecimento antropológico, por saber compreender o estágio atual da sociedade, pela filosofia que estruturou o pensamento da campanha e sobre tudo, pela sensibilidade daqueles que tinham a responsabilidade de tornar a campanha de Obama como um chiclete,… isso mesmo, chiclete.  Simples, acessível  e  na boca de todo mundo.

A segunda linha de raciocínio que me toma, também valoriza a “pegada”, mas entendendo que o uso das ferramentas de internet e tecnologia foram cada vez mais ampliando os horizontes da equipe, validando e aumentando a dimensão da “PEGADA”.  Deixa eu ver se consigo explicar melhor…. O que quero dizer é que o próprio uso das ferramentas tecnológicas (com a resposta da interação das pessoas) foi se construindo bases para uma visão mais profunda sobre o conceito da campanha, foi alargando e solidificando a linha do pensamento inicial.

Talvez esse segundo raciocínio seja mais coerente e sensato, porque ele não trata a Internet e todo aparato tecnológico como apenas a ponta do iceberg e sim como peças importantes na construção da filosofia de comunicação da campanha.

Esse pensamento esta relacionada com a máxima preconizada por Marx (se não me engano, foi ele o cara que desenvolveu esse pensamento). Que propõe esse dialogo entre a intervenção do homem no seu ambiente (desenvolvendo tecnologia) e a mudança que esta tecnologia, criada pelo próprio homem, promove na sociedade e nele mesmo.

Sendo assim, se alguns vão copiar ou não algumas ações, não importa muito. Afinal, mais cedo ou mais tarde elas seriam evidencia em alguma campanha. Obama só soube preencher o vácuo na hora certa. Mas o que importa mesmo é a “PEGADA”, se alguém partir com esse mesmo espírito, a possibilidade de sair vitorioso é bem maior.

 

Jirrés Edmundo
SoL-Politicos

Quero indicar o evento que promove o livro “Eleições 2008. Uma breve história” (Clube de Autores), do jornalista e assessor de imprensa Gustavo Fleury.

Convidados assistirão à palestra sobre a história do marketing político no país

  Os principais fatos das eleições municipais de 2008 e as estratégias utilizadas pelos candidatos e seus partidos. Este é o tema central da obra intitulada “Eleições 2008. Uma breve história” (Clube de Autores), do jornalista e assessor de imprensa Gustavo Fleury. Apesar da pouca idade, 31 anos, Gustavo contabiliza vários anos de participação em campanhas políticas, tendo trabalhado para partidos como PT, PTC, PP, PV, DEM, PTB, entre outros. “Desde criança tenho algum envolvimento com eleições, partidos, política em geral. Na primeira eleição de Lula em 1989, já participava dos comícios, das discussões e da análise dos candidatos. Na época, aos 11 anos de idade, criei uma rádio em que comentava a performance dos eleitoráveis. Era tudo uma brincadeira que evoluiu para um a coisa mais séria, e que hoje representa meu trabalho” comenta Fleury.
O livro aborda fatos cotidianos das campanhas de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre. Alem de narrar acontecimentos políticos e fatos curiosos, Gustavo comenta as ferramentas utilizadas pelos candidatos, além da abordagem da imprensa e as novas tecnologias de comunicação. Também faz parte da obra as eleições norte-americanas e o fenômeno descrito pelo autor como “Obamania”.
De Prudente de Morais a Lula
Os participantes do evento assistirão a uma palestra sobre a história do Marketing Político no Brasil, ministrada pelo Prof. Dr. Adolpho Queiroz, Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo, onde atua como professor do programa de pós-graduação em comunicação e dirige o projeto de pesquisa "Eleições presidenciais no Brasil na ótica da propaganda política", sendo também o editor da revista "Comunicação e Sociedade", do Pós-Com UMESP. Ex-presidente da INTERCOM, Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação. Foi secretário de comunicação nas prefeituras de Piracicaba e Santa Bárbara d´ Oeste e assessor de comunicação no Congresso Nacional. Fez o seu mestrado em comunicação na Universidade de Brasília. É graduado em publicidade pela Universidade Metodista de Piracicaba.
 O livro será vendido no dia ao valor de R$ 30,00. Os convites para o jantar e a palestra deverão ser adquiridos até o dia 20-09 com a organização do evento através do telefone (61) 9214.9754  ao valor de R$ 25,00.
Data – 22 de Setembro (terça-feira)
Horário – 20 h
Local – Restaurante Carpe Diem (www.restaurantecarpediem.com.br
SCE/SUL TRECHO 02 CJ. 32 Lj. B-22 - SHOPPING PIER 21 - BRASÍLIA - DF - (61) 3223-0544
Assessoria de Imprensa do evento - Danilo Oliveira Sousa (61) 8444.5016 - Oliver.sousa@gmail.com

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

politica-e-internet

internet

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou no último dia 08 o uso da internet, já a partir das eleições de 2010, para propaganda de candidaturas e doações de pessoas físicas a campanhas, inclusive por cartão de crédito. Após um dia todo de negociações em torno de detalhes, como uso de muro, carro de som ou outdoor nas campanhas, os deputados aprovaram o texto básico do projeto que altera a Lei Eleitoral (número 9.504, de 1997) e a Lei dos Partidos Políticos (número 9.096, de 95). À noite, foram apreciados os destaques para votação em separado (DVS). Foi aprovado destaque do PSDB retirando do texto a restrição do uso, na propaganda eleitoral, de imagem ou voz de candidatos de outro partido ou coligação. Esse dispositivo era uma tentativa de impedir que o PSDB, por exemplo, mostrasse imagem ou voz do candidato do governo a presidente em atitude condenável ou falando alguma bobagem. O PMDB conseguiu aprovar destaque para permitir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva possa aparecer em programa de um partido aliado do PT nacionalmente, ainda que a sigla esteja numa coligação divergente na eleição local. Pelo texto básico, o partido politico só poderia usar a imagem de candidato ou filiado que integrasse sua coligação em nível nacional, se a aliança regional fosse coerente. Por essa mudança, o PMDB de São Paulo, por exemplo, aliado de Serra, poderá usar imagem de Lula no programa. O DEM também conseguiu aprovar destaque mantendo no texto a possibilidade de o candidato inelegível no momento do registro da candidatura ter seu registro validado, se for vitorioso em instância superior da Justiça Eleitoral, depois desse prazo. O dispositivo havia sido retirado ao longo do dia, durante as negociações sobre o tema. A maior inovação do projeto é a regulamentação do uso da internet. Para receber as doações (apenas de pessoa física) pela internet, o site do candidato, do partido ou da coligação terão mecanismo permitindo a identificação do doador e a emissão de recibo para cada operação. Os limites são os previstos na legislação atual (10% da renda bruta). No entanto, quando se tratar de doações de recursos relativos à utilização de bens de propriedade do doador, o limite passa a ser R$ 50 mil. A propaganda eleitoral na internet estará liberada a partir do dia 5 de julho do ano da eleição e poderá ser realizada livremente no site do candidato, do partido ou da coligação, por mensagem eletrônica para pessoas cadastradas, por blogs e redes sociais. A propaganda paga na internet é proibida. E não podem veicular propaganda eleitoral – nem gratuitamente – sites de pessoas jurídicas e oficiais. O projeto tenta abranger todo o processo eleitoral, do registro de candidaturas ao uso do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. Cria, a partir das eleições de 2014, o voto impresso. A maior parte da proposta consolida resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apesar das divergências de última hora, o texto resultou de negociação suprapartidária, na tentativa de favorecer suas candidaturas e se defender da Justiça Eleitoral. Uma modificação feita, ao longo do dia, durante as negociações entre os partidos, permitiu a participação de candidato a eleição proporcional no horário da propaganda majoritária e vice-versa, desde que o depoimento seja para pedir voto ao candidato que cedeu o tempo. Ou seja, Dilma pode aparecer na propaganda de um deputado federal do PT, desde que para pedir votos a ele. Uma das preocupações dos partidos políticos é regulamentar atividades que podem ser feitas por candidatos antes do início da propaganda eleitoral. Fica liberada a realização de eventos em locais fechados, pagos por partidos, prévias e entrevistas dos pré-candidatos. Para evitar restrições da Justiça Eleitoral, os partidos incluíram no projeto a possibilidade de receberem doações de pessoas físicas e jurídicas e repassarem às campanhas. Os partidos também poderão assumir eventuais débitos de campanha não quitados até a data de apresentação da prestação de contas. Essa prática era permitida até 2008, quando o TSE impôs limites. O projeto foi elaborado por uma comissão suprapartidária, coordenada pelo deputado Flávio Dino (PC do B-MA), para tentar reduzir as brechas da legislação eleitoral que levam a Justiça Eleitoral a regulamentar o pleito, a cada ano, por meio de resoluções. Sob o comando do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), essa tentativa de devolver ao Congresso o poder normativo tramitou com rapidez. Os assuntos tratados nos DVS eram os mais variados. O PSDB tentou proibir o uso de carros de som nas campanhas, foi criticado por PSOL e PSB. O destaque foi rejeitado. O PTB propôs acabar com a exigência de os anúncios em jornais impressos exibirem, de forma visível, o valor pago pela inserção. O destaque foi rejeitado.

Fonte: http://www.vereadores.net/2009/07/campanha-pela-internet-e-regulamentada-na-camara/#comment-768

Foto: Reprodução / Twitter

Por Amauri Arrais Do G1, em São Paulo

Do celular, senador narrou viagem com Lula de trem no MS.
Tucano José Serra inaugura perfil e se surpreende com popularização.

Mania entre políticos e celebridades nos Estados Unidos, o popular serviço de microblogs gratuitos Twitter começa a conquistar adeptos entre os políticos brasileiros. Em comum, eles usam a ferramenta – que permite mandar mensagens curtas, de até 140 caracteres, para telas de computador ou celulares – para divulgar ações do mandato ou fazer comentários pessoais.

Em sentido horário, os perfis do governador José Serra, do senador Delcídio Amaral, do deputado Ronaldo Caiado, e da agência de notícias da Câmara dos Deputados (Foto: Reprodução / Twitter)

É o caso do líder do Democratas na Câmara, deputado Ronaldo Caiado (GO). Dono de um blog onde publica artigos e eventualmente vídeos postados no Youtube, ele tem mantido bem atualizado o perfil criado no Twitter há cerca de um mês.

“É muito importante, principalmente para nós da oposição, para expor nossos argumentos. O Twitter é um resumo sucinto. Não detalha, mas pauta as matérias. E depois, as pessoas buscam mais detalhes no blog”, diz o deputado, que disse contar com a ajuda de assessores na atualização da página.

Adepto do programa há dois meses, o senador petista Delcídio Amaral não esconde a empolgação com o novo canal de comunicação.

“É uma forma muito mais direta de se comunicar com as pessoas. Abre um amplo espectro para a conversa sobre as atividades do dia-a-dia e até para falar de música, política, esportes. Sou um cara que gosta de compartilhar isso com as pessoas”, diz.

No início do mês, durante viagem inaugural do Trem do Pantanal, no Mato Grosso do Sul, o senador usou o próprio celular para contar o que acontecia no vagão das autoridades, fechado à imprensa, onde viajava o presidente Lula. As mensagens acabaram divulgadas em blogs e sites do estado que cobriam a visita do presidente.

O senador diz acreditar que a divulgação ajudou a turbinar o número de seguidores no seu perfil, que somavam 151 até a última sexta (22). “Notei que quando eu posto poucas vezes, as pessoas já reclamam”, diz.

Serra e presidência

Tema de vários perfis falsos no Twitter, o governador de São Paulo, José Serra, decidiu inaugurar sua própria página esta semana. De acordo com a assessoria de imprensa do Palácio dos Bandeirantes, a entrada no programa foi uma iniciativa do próprio governador, internauta assumido.

Com as ações do governo sendo divulgadas pelo Twitter próprio da assessoria, Serra adotou um tom mais pessoal na sua página. Assim, é possível saber, por exemplo, o que o tucano fazia na madrugada da última quarta (20).

“Madrugada de trabalho ao som dos Beatles. Lembrei a boa versão de “Across the Universe”, de Rufus Wainwright. Ouvi na peça Liz, dos Satyros”, publicou.

Serra também compartilhou com os internautas sua surpresa com a rápida popularização do perfil, que já tem quase 2,5 mil seguidores. “Surpreendente! Espalhou mais rápido do que eu pensava. Quis entrar com discrição, pra aprender”, escreveu na véspera.

Assim como o governador de São Paulo, a agência de notícias da Câmara dos Deputados também inaugurou nesta semana o seu canal de comunicação com os usuários do programa. Também já é possível seguir o que acontece nas assembleias legislativas de alguns estados, como a do Rio.

Não está descartado que a presidência da República, que anunciou em abril o lançamento de um blog ainda este ano, também tenha, no futuro, seu próprio perfil no programa.

Em fase de testes, o diário virtual da Presidência deve seguir os moldes da página da Casa Branca e a do presidente norte-americano Barack Obama durante a campanha.

Assim como o blog, o Twitter de Obama, com mais de 1,2 milhão de seguidores, foi uma das principais ferramentas de comunicação com os eleitores durante a corrida à Casa Branca.

//

Em painel concorrido, David Plouffe, chefe da campanha de Barack Obama, explica os conceitos do trabalho que envolveu cidadãos como voluntários e que ajudou a eleger o primeiro presidente negro dos EUA

Por Lena Castellón
25 de Junho de 2009 às 10:48

A DDB Worldwide pode comemorar a repercussão do painel que organizou no quinto dia do Festival de Cannes. Seu convidado foi David Plouffe, chefe da campanha presidencial de Barack Obama. Antes de ele surgir no palco, Bob Scarpelli, chairman e chief creative officer da rede, apresentou um vídeo com cenas de Obama entre as pessoas – algumas com lágrimas nos olhos – e trechos de discursos do então candidato. No final do filme, Obama nomeia para a multidão o responsável pela campanha: David Plouffe.

Foi sob o clima do vídeo que Plouffe adentrou ao palco, sendo fervorosamente aplaudido pelos delegados que lotaram o salão. Em seguida, ele fez sua apresentação intitulada “A arte do possível”, explicando, entre outros conceitos, como o digital teve um papel essencial naquilo que chamou de uma grande campanha presidencial. “Nós começamos praticamente com nada. Mas isso teve um lado benéfico, o do frescor”, afirmou.

De fato, até se iniciar esse trabalho pouco se conhecia do senador Barack Obama. Mas Plouffe sabia que havia potencial para torná-lo um candidato com fortes chances de chegar à Casa Branca. Ele lembrou que houve um momento em que se comparou Hillary Clinton com a IBM e Obama com a Apple. Isso na fase de pré-candidatura entre os Democratas.

O que veio daí para frente, todos sabemos. Mas alguns números exibidos na tela deram a exata noção da importância que a campanha acabou tomando. Foram 150 mil eventos, 13 milhões de e-mails coletados, 1 bilhão de e-mails enviados e US$ 750 milhões doados.

Para construir essa campanha vencedora, o norte do trabalho era fazer com que as pessoas se envolvessem. Um dos conceitos, portanto, era criar um verdadeiro engajamento com o público. Não se tratava de alguém se referir à campanha de Obama, e sim de falar da “nossa campanha”. Essa postura foi fundamental, por exemplo, quando surgiram ataques à figura de Obama, como as tentativas de associar seu nome ao terrorismo. Com as pessoas engajadas, elas tinham argumentos para rebater as acusações. “As pessoas tinham de se sentir como parte da campanha”, emendou.

O chefe da campanha disse ainda que as pessoas que aderiram à proposta de Obama tiveram peso fundamental no sucesso do trabalho. Eles queriam que as posições do candidato fossem apresentadas por esses cidadãos, os voluntários. Como ressaltou, faz diferença quando alguém recebe uma mensagem de uma pessoa que convive com você, como o vizinho ou o primo. Entre os voluntários havia muitos jovens. “Muitos deles eram pessoas que nunca antes tinha se interessado por política”. Ele elogiou a diversidade e a qualidade desses voluntários. “Isso se trata realmente de uma história de pessoas”, comentou.

Outro ponto que Plouffe destacou foi a ideia de estar em todos os lugares, da TV ao e-mail. Os comerciais para a comunicação de massa tinham de demonstrar veracidade. “Nada é mais importante do que autenticidade. Ele não podia ser escravo de um script”, comentou, ressaltando que Obama tem alta habilidade de se expressar. Além disso, o estrategista salientou que, fora as boas ideias, é preciso dar muita atenção à execução, que deve também ter alta qualidade.

Próxima Página »